Arquivo para Setembro 7th, 2008

7
Set
Fim de Semana Hellboy - Parte III

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Acompanhando o especial Hellboy neste final de semana, nosso cientista cítrico Rafael Rafik mostrou que a ciências também pode explicar o gigante vermelho. Como isso? Simples, um dos grandes conflitos internos que o nosso anti-herói possui é a sua origem. Sendo uma criatura mágica, ele defende o mundo humano contra seus próprios colegas do mundo fantástico. Isso leva a questionar-se qual lado é o certo.

De uma forma simples e fácil de entender, o blog Citrus explica o eterno conflito entre a influência dos genes e a influência do ambiente na formação pessoal. Uma explicação real dos dilemas de um personagem fictício. Simplesmente fantástico.

Uma pequena observação, alguns posts atrás comentei sobre cartazes e acabei falando que alguns filmes ganham versões especiais, que acabam sendo mais artístico (conseqüentemente mais belo). A imagem que ilustra esse post é esta versão especial feita para o filme Hellboy 2: O Exército Dourado. Uma referência clara ao estilo dos quadrinhos. Fantástico!

7
Set
Fim de Semana Hellboy – Parte 2

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Por causa dele, troquei meu sábado ensolarado pela sala escura com ar condicionado (cheio de ácaros antipáticos) do cinema. E como eu esperava, ele não me decepcionou. Hellboy 2 – O Exército Dourado é entretenimento de primeira: Despretensioso, mas que enche os olhos com aventura, ação, piadas e momentos de reflexão a cerca da existência e como as pessoas enxergam os semelhantes.

Não quero estragar as surpresas do longa de duas horas de exibição. Por isso, o foco do nosso bate-papo será a linguagem cinematográfica e apenas um dos temas centrais que Hellboy 2 aborda.

O filme é despretensioso porque ele acerta em abordar uma linguagem que está mais próxima de O Senhor dos Anéis e A Bússola Dourada, do que Batman ou Incrível Hulk. Explica-se: o diretor do longa é Guillermo Del Toro, que tem em seu currículo “O Labirinto do Fauno”, de 2006. Os dois filmes se aproximam ao explorar figuras míticas e muito bizarras. A feira dos Trolls parece a feira do rolo, aqui perto de casa. Só não conto o porquê para evitar protestos.

Em tempo: esse Despretensioso tem D maiúsculo porque Hellboy 2 tem uma aura particular e permite boas risadas, além de contar com cenas de ação que prendem atenção e fazem referências às artes marciais, dominadas pelo Príncipe Nuada, que é a CARA do Marilyn Manson. Só faltou ele cantar “We are stars now / in The Dope Show”, sucesso do roqueiro.

Em 2004, quando o primeiro filme do Vermelhão foi lançado, um colega conservador ficou revoltado com o que chamava de inversão de valores, por considerar infame o fato de um demônio ser considerado um herói… Eu poderia jurar que Guillermo ouviu esse comentário e colocou esse peso de incompreensão social, baseada no mundo ilusórios das aparências nas costas do Hellboy. E essa forma de ignorância humana machuca HB fatalmente.

Sobre esse mundo fake das aparências, eu encontrei – coincidência ou não – uma reportagem citando os conselhos que a grande Clarice Lispector dirigia ás mulheres em sua coluna feminina entre 1952 e 1961. Entre as décadas de 50 e 60, a indústria do cinema americano influenciava decisivamente a moda e o comportamento da época.

Imitação de Hollywood. “Os homens não gostam de mulheres em série. Se gostam daquelas estrelas é porque as acham diferentes. Vocês, imitando-as, apenas serão consideradas ridículas”.

Clap your hands for (palmas para) Clarice Lispector. Clap your hands for Hellboy.

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7
Set
Paganini - Uma mansão móvel

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Imagine ter uma casa móvel tão luxuosa e aconchegante quanto a sua casa tradicional. Essa é a proposta dos trailers Paganini, produzidos pela alemã Tabbert, e voltado para o grande público do mercado de luxo.

Com mais de 8 metros de comprimento e largura, o Paganini surpreende pelo seu design diferenciado (ele não se assemelha nem um pouco com os tradicionais trailers) e luxo. Suas linhas suaves e tinta especial compõe o exterior, enquanto o interior é completado com muito couro e móveis de madeira.

Outro destaque do Paganini é o seu sistema de iluminação, composto por luzes indiretas, LEDs e controle central para todos os cômodos. Uma obra de arte sobre rodas!

Podemos não ter costume cultural em usar trailers, nem querer gastar tanto dinheiro com um destes transportes, mas com certeza o Paganini deixa qualquer um com vontade de passar alguns dias em um trailers. Basta olhar a sala de jantar na imagem abaixo.

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