Para animar a noite neste fim de semana, um vídeo do fantástico comediante americano George Carlin, que explica como os 10 mandamentos poderiam ser sintetizados. Com certeza a melhor frase “... ter 10 mandamentos foi, na verdade, uma decisão de marketing“.
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Para animar a noite neste fim de semana, um vídeo do fantástico comediante americano George Carlin, que explica como os 10 mandamentos poderiam ser sintetizados. Com certeza a melhor frase “… ter 10 mandamentos foi, na verdade, uma decisão de marketing“.
Estratégia da indústria cultural: para garantir mais um blockbuster nas telonas, a Marvel investiu fortemente na revitalização de imagem de um dos seus personagens clássicos. Foi assim com o Hulk e o Homem de Ferro e agora é o momento do mitológico Thor voltar ao mundo dos vivos e reconfigurar o cenário da nona arte.
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Estratégia da indústria cultural: para garantir mais um blockbuster nas telonas, a Marvel investiu fortemente na revitalização de imagem de um dos seus personagens clássicos. Foi assim com o Hulk e o Homem de Ferro e agora é o momento do mitológico Thor voltar ao mundo dos vivos e reconfigurar o cenário da nona arte.
A ressurreição divina do deus do trovão não foi carregada em sua mitologia, mas ocorreu de forma apoteótica, no encontro entre Donald Blake e Thor no vazio da não-existência. Blake determina que o deus do trovão voltará à vida, pois considera que não cabe aos deuses decidirem se os homens existem ou não e sim, os homens que decidem sobre a existência ou não dos deuses. É um argumento iluminista / vanguardista, ao passo em que prega que o homem possui, dentro de si, um deus em potencial.
Thor reconstrói Asgard e, em sua profunda solidão, sai à procura de seus amigos, perdidos entre os humanos. Curiosamente, inicia sua busca em uma Nova Jersey devastada por um furacão, e encontra justamente ele, o desagradável Homem de Ferro. Ninguém merece.
O que vem a seguir é uma sova bem dada que detona a armadura de Tony Stark e um embate ético muito oportuno a respeito de poder e egocentrismo: ao protestar sobre o fato do Homem de Ferro caçar seus antigos amigos em nome da Lei do Registro, Thor indigna-se com a construção de um clone seu pelas mãos de Stark. Este clone, inclusive, foi o responsável pela morte do herói anti-registro Golias, no calor da Guerra Civil.
Em tempos de inesgotável competitividade e consumismo desenfreado, a ética parece ter se tornado uma palavra arcaica, em desuso. Porém, é através dela que conseguimos não somente diferenciar o certo do errado, mas também comprovarmos o caráter de alguém.
Certa vez, um grande professor da faculdade me disse: “se você quer conhecer o caráter de alguém, dê-lhe um pouco de poder”. A forma como uma pessoa trata um garçom, uma faxineira ou um porteiro de prédio revela muito o caráter desse indivíduo. Não que estes profissionais estejam na margem inferior, em um degrau menos elevado; quem acredita nisso vive em uma bolha de ilusões e ignorância sem proporções.
Algumas pessoas acreditam que a melhor forma de defesa em relação a um comportamento antiético é o ataque. Mas, a melhor forma de defesa sempre será a Verdade. Ela não permite distorções ou falsos argumentos: a Verdade ilumina a consciência e cega os olhos da deturpação de uma forma decisiva, eliminando qualquer possibilidade de argumentação ou sustentação por parte do indivíduo não comprometido com a justiça.
E em nome da Verdade que Thor defende em sua soberania de deus, ele deu esta surra ética em Stark, a qual eu acredito que tenha doido mais que as porradas que o enlatado merecidamente levou:
“Você tomou meu código genético e, sem minha permissão, usou-o para criar uma abominação… e disse que aquilo era eu. Você profanou meu corpo, desrespeitou minha confiança, violou tudo que sou. É assim que define amizade? É assim?”
Salve todos! Começo agora uma nova sequência de posts aqui. Eu tentarei a cada semana explicar um pouco das agências de propaganda aqui de Londres, muitas delas com núcleos espalhados no mundo inteiro (worldwide groups).
Porquê? Recentemente aqui em Londres as agências abriram um dia de seus dias corridos de trabalhos para falar um pouco sobre [...]
Salve todos! Começo agora uma nova sequência de posts aqui. Eu tentarei a cada semana explicar um pouco das agências de propaganda aqui de Londres, muitas delas com núcleos espalhados no mundo inteiro (worldwide groups).
Porquê? Recentemente aqui em Londres as agências abriram um dia de seus dias corridos de trabalhos para falar um pouco sobre elas. O famoso OPEN DAY. A minha pós-graduação me recomendou que eu visitasse todas as agências e no caso aprendesse um pouco como funciona o processo de trabalho, como é o environment deles e tudo mais. Vale a pena vocês irem se programando para então tentarem uma carreira de propaganda
Preparando-se:
- Londres funciona de uma maneira interessante. Gostaria até do auxílio de vocês para que essa pergunta fosse resolvida. Aqui em Londres, tudo funciona em dupla. Você mostra seu portfolio como dupla de criação (seja você um redator ou diretor de arte, seu parceiro preferencialmente deve vir junto). Você apresenta a sua idéia com o parceiro e provavelmente a agência contrata os dois, não apenas um (para lidar com alguma marca daqui).
- Não adianta mostrar post-production jobs. Tudo bem, conta como experiência e etc a questão de ter grandes anúncios executados. Vale para profissionais já inseridos no mercado com peças que não sejam de trabalhos de faculdade/estudantis e/ou fantasmas. Para estudante e aspirantes da área, é nos roughs (nos rabiscos mesmo). Você traz o seu bloco de idéia organizado para apresentar toda a campanha integrada para um profissional de sua escolha. Eu no Brasil possuía diversas peças finalizadas, que por causa de certos detalhes, mascaravam as minhas idéias, e logo as críticas tombavam para o gráfico mais que para a idéia. Aqui isso é combatido criando-se um portfolio completo de idéias.
- GradSchemes: Grande parte das agências de Londres oferecem os Graduate Schemes. No caso é como se fosse um processo de seleção bastante interessante para as áreas de planejamento, atendimento, gerenciamento de contas e job rotations. Sim, aqui em Londres você participa de job rotation a cada semana, trabalhando em diferentes áreas para você saber ao certo aonde melhor você se encaixa. Se for diretor de arte ou redator puro, esqueça… o seu negócio é ligar, entrar em contato com a responsável de desenvolvimento de carreiras e pedir para apresentar portfolio para um criativo.
- Competição. Tudo é competição. Os processos são bem difíceis mesmo e valem um estudo aprofundado de propaganda e de livros (recomendo How to Get Into Advertsing, da Andrea Niedle).Estude bastante e prepare-se para processos de seleção bastante criativos.
Para vocês entenderem melhor, eu vou explicar para vocês como foi o Meu OpenDay.
Chegamos na AMV BBDO (nosso grupo do curso) lá pelas 4 da tarde. A Amv fica próxima a Marylebone Tube Station, grande estação, numa grande avenida bastante movimentada, aparentando uma área mais de concentração comercial e dinheiro. Eles possuem um prédio enorme de senão me engano 8 andares. Sendo que cada andar corresponde a um setor ( eu no caso vou trabalhar no sétimo que se não me engano é o departamento criativo…pensamento positivo né?).
Logo ao entrar, cara de agência. Tudo moderno, com posters na parede e vídeos de campanhas recentes. Estava passando a campanha contra o crime, com uma bala perfurando objetos em slow-motion. Um espetáculo. A atendente nos indicou para assinar o nome de presença e logo fomos levados para o bar da agência (sim, eles possuem um bar).
Entramos em contato com o Chris, um dos Account Managers da Agência, responsável por todo o processo de planejamento da BT (linha de comunicação aqui de Londres). Ele nos explicou um pouco de como ele entrou na agência, sendo este que nem nós, participando do GradScheme, respondendo a diversos questionários e entrevistas. Basta entrar no site para saber exatamente do processo de seleção.
Foi muito atencioso ao dizer que participou de diversos processos de seleção em outras agências e escolheu a AMV BBDO porque além de ser muito profissional…o grupo BBDO está no mundo inteiro. E pelo fato de empolgação, as festas são ótimas, a integração é fantástica (você senta com cada profissional da área em cada dia para socializar durante o seu processo de aprendizado) e o que você aprende é incontável.
A rotina dele como Account Executive era clara: ler e-mails, lidar com clientes e reuniões o tempo todo. Alguns dias com nada para fazer, outros com coisas a mais para fazer. Alguns dias sentado na mesa o dia inteiro, outro apenas para ler e-mail. Correria com muita felicidade. Disse que tinha flexibilidade nos horários, mas que a responsabilidade era toda a sua. Eles dão liberdade, contanto que você saiba lidar com ela.
Parte interessante: Perguntei sobre estrangeiros. Ele nos disse que a AMV recebe de braços abertos pessoas do mundo inteiro, com pessoas trabalhando do Brasil, Espanha e outras partes do mundo. (Não citou exatamente aonde).
Disse que façamos os processos de seleção da agência se quisermos trabalhar com Planning, Managing e Handling. Caso não, se quisermos ser criativos (olá…), deveríamos entrar em contato com a Rachel, da agência, para que ela nos orientasse. Conversei com ela e ela me apresentaria alguns diretores de arte para eu mostrar meu portfolio. Falo depois como foi a experiência.
Um adendo ótima: eles são muito preocupados e atenciosos com os seus e-mails. Respondem todos e te guiam para o que você precisar.
Terminamos com conversa jogada fora sobre festas e com a sensação que a AMV BBDO era além de um lugar de trabalho sério, um ponto de diversão e prazer.
Não tentem vaga de longe. Estejam aqui para que eles possam saber como você é. Semana que vem eu visito a M&C Saatchi, DDB e BBH. Vou falar sobre a JWT, que infelizmente eu não visitei, mas tentarei pegar informações. Espero que vocês tenham um leve panorama legal de como funcionam as coisas por aqui.
Ch…Valeu!
Tags: 2010, Design de produto, EUA, Março
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