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E a World War Hulk chegou ao fim aqui, no mercado nacional de quadrinhos. Em seis edições, a batizada aqui como Hulk Contra o Mundo teve um ar de caça-níquel sim, mas explica-se sua relevância em se tratar de uma fase de transição para a nova fase do monstro, que vai ficar vermelho após o [...]
E a World War Hulk chegou ao fim aqui, no mercado nacional de quadrinhos. Em seis edições, a batizada aqui como Hulk Contra o Mundo teve um ar de caça-níquel sim, mas explica-se sua relevância em se tratar de uma fase de transição para a nova fase do monstro, que vai ficar vermelho após o desenrolar desta saga. Tomara que o Shrek não passe pela mesma situação.
E aqui, recapitulamos os pontos centrais de cada uma das edições:
01. Pra variar, a saga abre com um Hulk tomado pela fúria e ensandecido, jurando vingança contra os responsáveis pela destruição do mundo em que estava construindo sua vida: Sakaar. Ele promete voltar à Terra e dar um presta atenção no Homem de Ferro, Dr. Estranho, Sr. Fantástico e Raio Negro. Ok, é só uma necessária introdução.
02. Antes, faz uma passagem breve pela lua e acerta as contas com Raio Negro. Invade a Terra com um grupo de colegas do Pacto de Guerra que são praticamente subaproveitados na trama – parecem mais um peso morto para dar frisson na invasão – e dá uma sova muito boa no Homem de Ferro.
03. Enquanto Hulk detona o Quarteto Fantástico, o Sentinela assiste à destruição de Nova York pela TV e Rick Jones, o adolescente que Bruce Banner tentou salvar e acabou sendo exposto aos raios gama, tenta conversar e aplacar a fúria do verdão, como se isso fosse possível.
04. É a vez de o governo empregar sua força bélica e Doutor Estranho invadir a mente do Hulk como alternativa para fazer o monstro parar. Diga-me se isso resolveu algo? Nada. É uma edição que pouco colabora com o desenvolvimento da história.
05. Doutor Estranho ainda tenta invocar magia para vencer a batalha e sai do embate com umas boas bordoadas. Detonados todos os inimigos do Hulk, um momento bem legal na saga: é montada uma arena que conta com depoimentos de civis que acusam os heróis de algumas barbáries. Tem até o sobrinho do Golias falando umas boas do Homem de Ferro. Rararararara. Com um disco de obediência na cabeça (forçou, hein?) os quatro heróis são transformados em gladiadores, destino que Hulk encontrou ao chegar ao planeta Sakaar. É cool, mas não chega a empolgar muuuito. Momentos antes, Tony Stark faz um discurso polêmico, dizendo que é o momento do Sentinela bancar Deus. Esse foi o momento em que me convenci que Homem de Ferro é Skrull. Ou violou a Lei Seca mesmo.
06. O fim da batalha dos heróis na arena chega ao fim, de modo surpreendente, com uma analogia curiosa sobre justiça. É clichê, mas legal. Motivado pelas palavras de Stark, o Sentinela vai para cima do verdão e começa uma verdadeira batalha de titãs. O final é previsível, mas faz uma ponte legal com o papel que Rick Jones tem na história de Bruce/Hulk. E ainda faz uma menção breve sobre a próxima investida da Marvel: a chegada do Hulk Vermelho. E todas as conseqüências da World War Hulk vão ganhar uma nova perspectiva com essa nova série de aventuras.
Se você comprou as seis edições de Hulk contra o mundo, sabe que logo logo esta saga vai cair no esquecimento, por conta da falta de uma teia de elementos surpreendentemente amarrados como foi a Guerra Civil.
Se ainda não comprou, você pode optar pela Guerra dos Anéis, do Lanterna Verde. Verde por Verde, aposte em uma batalha estratégica e emocionante.
Olha, eu bem que poderia ler a notícia que vou contar aqui para vocês e ficar à paisana como um guarda na porta da balada, mas por mais que eu tente resistir, eu não consigo.
E minha contestação precisa ser lida ao som daquela música do Créu. Isso mesmo! Créééééu nesse Homem de Ferro. E Créééééu [...]
Olha, eu bem que poderia ler a notícia que vou contar aqui para vocês e ficar à paisana como um guarda na porta da balada, mas por mais que eu tente resistir, eu não consigo.
E minha contestação precisa ser lida ao som daquela música do Créu. Isso mesmo! Créééééu nesse Homem de Ferro. E Créééééu na Marvel!
No mercado internacional, após o desenrolar da Invasão Secreta, a Marvel vai publicar um crossover chamado Dark Reign, o qual apresentará as consequências da infiltração dos skrulls na Terra, no Universo Marvel. Nos EUA, as edições chegarão no início de janeiro. Ok, até aí, tudo bem.
Mas aí tem um porém. E que PORÉM! Ao nascer (ou escurecer), Dark Reign trará a formação do Dark Avengers, ou seja, uma nova formação dos Vingadores. E adivinha? Esse grupo tem um componente inusitado: o Patriota de Ferro (Iron Patriot), nada mais que uma espécie de Homem de Ferro com o símbolo do Capitão América em seu uniforme.
Nas entrelinhas desse samba, é um Homem de Ferro que assume todo know how e a mitologia do Capitão.
Blasfêmia! Blasfêmia! Blasfêmia! Esse mundo é cheio de ironias mesmo. E é óbvio que tal fanfarrice é uma provocação explícita – como um filme do Alexandre Frota – da Marvel em relação aos fãs de Steve Rogers. Não basta matar o ícone bandeiroso, ainda tem que botar um enlatado mal cheiroso no lugar?
Só falta agora esse grupo novo trocar a perseguição de marginais por uma balada que toca Créu. Who is the Iron Patriot? Iron Patriot is the MC Créu! Crééééu velocidade cinco neles. E tenho o dito.
Tags: 2010, Design de produto, EUA, Março
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