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Portfolio – Robert Hunt

Essa semana fui questionado em um dos posts sobre a origem do nome Com limão e acabei parando para pensar em como algumas coincidências pessoais dos donos da marca influenciam na criação da mesma.
Quer um exemplo? Em 1994 Steven Spielberg, juntamente com Jeffrey Katzenberg e David Geffen, criaram a Dreamworks. A gigante do mundo cinematográfico [...]

marca

Essa semana fui questionado em um dos posts sobre a origem do nome Com limão e acabei parando para pensar em como algumas coincidências pessoais dos donos da marca influenciam na criação da mesma.

Quer um exemplo? Em 1994 Steven Spielberg, juntamente com Jeffrey Katzenberg e David Geffen, criaram a Dreamworks. A gigante do mundo cinematográfico possui uma história curiosa na criação de sua marca. Sabe o que falei sobre gostos pessoais influenciando na marca? Pois bem, na época Spielberg queria que a nova marca remetesse a era de ouro de Hollywood, o que resultou na imagem gerada por computador de um homem pescando na lua.

Até aí tudo ok, mas o que uma imagem gerada no computador retrataria, de uma maneira nostálgica, a Hollywood de antigamente? Seguindo a dica do seu supervisor de efeitos especiais, Dennis Muren, Spielberg convidou o artista Robert Hunt para retratar a marca em uma pintura.

Com toda a experiência e malícia de um artista, Hunt fez algumas modificações na nova marca, transformando-a em um menino pescando na lua, no caso, o seu próprio filho William Hunt. Com isso, e ajuda de algumas pessoas como a Kaleidoscope Films e o diretor Dave Carson (não confundam com David Carson, o grande tipógrafo), o resultado foi a marca que conhecemos hoje.

O que toda essa história tem a ver com o portfolio de hoje? Isso apenas ilustra a genialidade que é Robert Hunt. Fantástico ilustrador formado em história da arte pela universidade da Califórnia, já trabalhou (além para própria Dreamworks) para clientes como AT&T, Budweiser, Universal Studios e Disney.

Um portfolio que merece ser conhecido do começo ao fim. Destaque, para os que dominam o inglês, a área “The Illustration Process” (Processos de ilustração). Perfeito!

processo

robert_hunt_filho

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Extra! Extra! O Aranha salvou o hyppe Obama!

Eu, você e todos os Estados Unidos sabem quanto Obama é hyppe, quase um Michael Jackson – na fase áurea, anos 80, claro! – da política yankee.
E neste mês, o comandante da nação americana vai dar mais um passo rumo ao topo do pop: lá fora, a revista Amazing Spider-Man n° 583 vai trazer uma [...]

obama_spider_man

Eu, você e todos os Estados Unidos sabem quanto Obama é hyppe, quase um Michael Jackson – na fase áurea, anos 80, claro! – da política yankee.

E neste mês, o comandante da nação americana vai dar mais um passo rumo ao topo do pop: lá fora, a revista Amazing Spider-Man n° 583 vai trazer uma história de seis páginas na qual o Aranha vai salvar Obama de um atentado (com ar terrorista) promovido pelo vilão Camaleão bem no dia da posse do presidente.

A posse só não vira um furduncio maior graças à presença de Peter Parker, que vai até lá para fotografar o evento. Se fosse o Coringa do Heath Ledger que estivesse preparando a emboscada, a coisa ficaria bem mais complicada, com certeza. Why so serious? E, Bush, se a coisa fosse com você, acredito que o Aranha seria linchado se impedisse o ultraje. Rararararararara.

Joe Quesada – editor da Marvel – declarou que a história é inspirada na declaração de Obama na qual ele confessa ser fã do aracnídeo.

Inspirações à parte, a jogada é uma clara manobra de marketing para atrair os fãs para as novas histórias do Homem-Aranha com o objetivo de otimizar as vendas das HQs, depois da polêmica mudança de trajetória do personagem na saga One More Day, que gerou contestação por parte de inúmeros fãs do Amigo da Vizinhança. Esta é uma forma de reaproximar Spider dos seus fãs, alem de trazer novos adeptos, levando em consideração o quanto Obama se tornou hyppe no cenário mundial e, principalmente, americano.

Por outro lado, é uma estratégia interessante para o governo americano contar com o novo presidente nas páginas de Amazing Spider-Man. Desde que as primeiras HQs conheceram a luz do dia, elas sempre foram uma forma eficiente de popularizar e reforçar posicionamentos políticos. Foi assim na Segunda Guerra Mundial, quando as comix eram enviadas para os soldados no campo de batalha para alavancar a auto-estima geral e, depois em 2001, quando o próprio Aranha presenciou e narrou o horror do 11 de Setembro. Os super-herois possuem grande apelo inspirador, ético e ajudam-nos a exteriorizar nossas melhores aspirações, como a superação de crises, por exemplo.

Esse encontro me chamou mais atenção pela nostalgia provocada que pela aventura em si: por um momento, vislumbrei o desperdício que a Marvel fez ao eliminar Steve Rogers, ao final da Guerra Civil. Caso o assassinato do Capitão America não tivesse ocorrido para também aumentar as vendas de uma história, poderíamos ter agora o prazer ímpar de testemunhar o encontro épico entre o novo representante da nação e da esperança americana com o heroi que personificou como nenhum outro esta esperança e adotou esta pátria para defendê-la contra a injustiça e a criminalidade. Com certeza, um diálogo cara-a-cara antológico e carregado de significados sairia dali.

Mas a morte do heroi bandeiroso, acompanhada da necessidade tão yankee de capitalizar de forma ensandecida chegaram antes do grande Dia da Posse de Obama.

Em tempo: e por falar em Coringa, é com grande alegria a constatação da vitória de Heath Ledger no Globo de Ouro póstumo pela sua interpretação brilhante do Palhaço do Crime no filme Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Ao mesmo tempo, meu bom humor sofreu um abalo sísmico ao descobrir que a produção do filme Shazam!, que conta a origem da transformação do garoto órfão Billy Batson no poderoso – e cool – Capitão Marvel foi cancelada.

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