O que é a verdade senão a versão que é aceita em um determinado momento, pela maioria? A memória é falha. Se os documentos existem, são inexatos ou até falsos; como saber realmente o que acontece? Você já se perguntou alguma vez se aquela estória contada no jornal está sendo 100% acurada? Alguma vez você, ao ler uma notícia, notou que ali não estava a verdade completa? Nem sempre isso ocorre por acaso, mas há momentos em que o que aconteceu foi que as fontes não eram exatas por isso o resultado também não foi.
Se isso pode acontecer com o jornal que você leu hoje, o que dizer de textos escritos há milhares de anos? Como eu disse no início de meus posts a História é escrita pelos vencedores. Assassinos se tornam heróis, criminosos se tornam mártires e pessoas justas se tornam vilões, mas isso tudo depende do lado que você está.
Essa verdade também vale para religiões. As vitoriosas conseguem manter seus livros, tradições, dogmas, vivos enquanto as derrotadas se perdem no esquecimento. No decorrer da História, assim como quaisquer outros grupos dominantes ou dominados, os grupos religiosos lutaram para atingir uma posição de destaque e poder (compartilhado ou não). Dentro do pensamento religioso é possível usar argumentos baseados em preceitos divinos como verdades absolutas e, dessa forma, fornecer fins para justificar os meios. Tenho certeza de que se eu ou qualquer pessoa resolvesse questionar trechos de livros religiosos haveria diversas respostas contrárias indo de ameaças a atos violentos, e assim também era há milhares de anos. Vamos aos exemplos.
É fato, e independente da repercussão que meu comentário pode receber, não existe na História da humanidade religião que mais tenha feito uso da fé para justificar crimes e atrocidades que o cristianismo. Embora os primeiros cristãos tenham sido perseguidos pelos romanos, após se tornarem religião oficial do império (e até nossos dias) os cristãos foram mais cruéis e implacáveis que um milhão de romanos juntos. Entre os maiores crimes cometidos em nome de Jesus vou destacar os mais importantes:
§ As Cruzadas: Durante a primeira Cruzada, com o pretexto de libertar Jerusalém quando as tropas tomaram a cidade dos muçulmanos que se renderam com a promessa de que a população civil seria poupada. Horas após a rendição milhares de civis (judeus e muçulmanos, mulheres e crianças) foram executadas e templos (mesquitas e sinagogas) queimados. Apesar de os motivos das cruzadas não terem sido inteiramente religiosos a igreja prefere que esta seja a sua razão oficial. 70 mil pessoas mortas;
§ A Santa Inquisição: durante a Idade Média, a inquisição foi a resposta mais agressiva a Reforma Luterana. E o que foi a reforma senão uma rebelião contra o grupo dominante? A reação cristã foi tão contundente que não atingiu apenas os reformistas mas toda e qualquer outra forma de demonstração religiosa diferente. E assim foi feito como fogueiras para queimar hereges (homens, mulheres e crianças), torturas, destruição de documentos importantíssimos. Um milhão de pessoas mortas;
§ Companhia das Índias: Ainda como uma forma de contra-reforma a A “catequização” jesuíta foi criada para cristianizar o mundo durante as grandes navegações do Mercantilismo. O número total de mortos é desconhecido, estima-se que sejam de 800.000 a 3.000.00;
§ Segunda Guerra Mundial: representantes da igreja católica e o próprio papa deram apoio ao não ofereceram oposição aos regimes nazista e fascista de Hitler e Mussolini. Nove milhões de mortos, seis milhões de judeus;
Dentro dos casos de crimes cometidos pelo islamismo misturam-se casos típicos envolvendo questões éticas, como Darfur; políticas, como a revolução islâmica do Irã; ou guerras que não serão incluídas. Não serão incluídos na lista de hoje crimes realizados por grupos definidos como terroristas por não ser 100% claras as razões religiosas envolvendo os atos; eles serão incluídos nos crimes envolvendo etnias e razões político-econômicas:
· Amputação de membros de criminosos;
· Condenação à morte por apedrejamento por diversos tipos de crime, como adultério e homossexualismo (os chamados crimes ligados à honra);
· Justificar pela religião que é aceitável submeter (ou aniquilar) outros povos (mesmo islâmicos) considerados não fiéis – usando para tanto pregações pacíficas, violência militar ou expansão demográfica.
Finalmente falaremos pelos crimes cometidos em nome do judaísmo. Assim como no caso do Islã, não incluirei questões étnicas, políticas (Sabra e Shatila), atos terroristas ou guerras:
§ Sacrifícios de animais (abandonados durante a fase da Diáspora);
§ Assassinato de Ikzak Rabin.
















12 de March de 2009 às 16:06
pra mim, o pior é sabermos que isso tudo aconteceu, que isso tudo é ensinado na escola, que isso tudo está em livros e na internet e… mesmo assim… as atrocidades continuam em nome de dogmas religiosos.
acho q o mal da humanidade é a intolerância ao diferente que causa essa imposição por meio da vingança. os cristãos foram perseguidos, então se sentiram no direito de perseguir também. os árabes jogaram pedras, então os israelenses podem jogar também. se eu viro presidente na África, eu posso matar tribos inimigas.
somando isso à ignorância e ao egoísmo, podemos prever um futuro negro para a humanidade. apesar de aprendermos e sabermos disso tudo, ignoramos que isso acontece. preferimos deixar num canto de nossa mente para utilizarmos quando for útil para nós. senso de coletivo… pra quê?