No ar desde setembro de 2006, o Com limão
é um site especializado nas áreas de comunicação social e visual, escrito por uma
equipe composta de profissionais do mercado mundial.
Campanha da HBO coloca você no lugar de publicitário dos anos 60 criando campanha para agência da série Mad Men
Por Victor Vasques
Quem tem acompanhado a série Mad Men sabe que a trama de Don Draper e a Sterling Cooper está para chegar em sua terceira temporada. Já para quem ainda não conhecer, Mad Men é criada pelo escritor e produtor Matthew Weiner (o mesmo de Os Sopranos) e ambientada na década de 60, onde mostra o mundo de Don Draper, um brilhante diretor de criação da fictícia agência Sterling Cooper.
Para comemorar e anunciar esta terceira fase, a HBO lançou um concurso muito interessante: A Sterling Cooper precisa de uma campanha institucional e quem vai cuidar deste briefing será você. Isso mesmo caro leitor, acha que se daria bem em uma agência como esta com um diretor de criação tão complexo como Draper?
A “HBO Portfolio” – como é chamado o concurso – dará para o vencedor da criação a exposição da peça ganhadora no site oficial da série e um tablet especial. Já os outros 7 finalistas não ficam sem nada e levam para casa boxes da série. Topa este desafio? Para mais informações basta acessas o site oficial do concurso, o twitter @hbo_brasil ou a fanpage da série no Facebook. Victor Vasques é ceo e editor chefe do Com limão. Como designer já passou pelos principais portais brasileiros, atuando sempre nas áreas de design digital e branding.
Matt Groening recria ambiente de Os Jetsons para sátira exibida em um episódio de Os Simpsons
Por Victor Vasques
O que aconteceria se Matt Groening fosse escritor do desenho animado Os Jetsons? Durante o último episódio de Os Simpsons, exibido na semana passada nos EUA, isso vira realidade. A entrada mostra a professora Edna Krabappel passando um “documentário” de como seria Springfield no futuro, chamado Springfield do Futuro.
A sátira aos desenhos da Hanna-Barbera já não são novidades e a própria série Futurama é fruto de uma “brincadeira” com os Jetsons. No entanto desta vez Groening foi além e os vídeos abaixo merecem alguns comentários.
Não apenas porque a cidade chuvosa ou o metrô lotado lembra São Paulo, mas são os detalhes que tornam as animações de Groening inteligentes. Trocadilhos visuais como um outdoor com férias em Vênus ou o novo nome da Asteroid Elementary, de onde o filho desacordado por um braço mecânico é retirado pela janela.
Para finalizar, os pais querem um momento íntimo e a sós. Qual a melhor solução para se livrar do filho? Enviar para a casa da vó ou congelar ele com nitrogênio? A criogenia é a cara de Groening e o azar do pequeno.
Mais momentos inteligentíssimos do desenho que já bateu todos os recordes da televisão. Ponto para Os Simpsons, ponto para Matt Groening!
Victor Vasques é ceo e editor chefe do Com limão. Como designer já passou pelos principais portais brasileiros, atuando sempre nas áreas de design digital e branding.
Com enredo denso e complexo, Robert Pattinson interpreta filho de Pierce Brosnan em filme romântico
Por Fábio Allves
Tyler é um jovem com problemas mal resolvidos com o pai e com a perda do irmão mais velho, distante e constantemente isolado em seu mundo, escrevendo ou enfornado em uma biblioteca, acaba em uma romântica aposta se encontrando com Ally, filha de um policia do qual já cruzou o seu caminho.
Os personagens de Pattinson e De Ravin se identificam por causa de suas dores e dá ao filme um olhar dramático pelo personagem de Pattinson, narrador e peça fundamental da trama, reforçada pela fotografia bem feita da gigantesca e melancólica Nova York como pano de fundo.
As atuações são a altura da direção feita por Allen Coulter e Pattinson – com seu primeiro papel após a série Crepúsculo – se destaca pelas cenas com Pierce Brosnan que, ao estilo irlandês, leva muito bem o papel de pai durão.
As surpresas e referências ficam por conta da mitologia grega e para quem quer se emocionar com essa profunda reflexão de que a vida é muito curta para não darmos importância aos pequenos detalhes e ações do dia a dia.
“O que você fizer será insignificante, mas é da maior importância que o faça.” Mahatma Gandhi
Do roteirista de “Casamento de Rachel”, com Robert Pattinson, Emilie De Ravin, Pierce Brosnan e grande elenco. Lembranças vêm à tona com um drama romântico surpreendente e serve para tirar o estigma de vampiro sem graça de Pattinson. O filme estréia no dia 12 de março nos cinemas brasileiros.
Fabio Allves é publicitário apaixonado por cinema e colaborador no Com limão, além de escrever em seu blog pessoal AllAbout.
Terceiro filme da franquia ganha novo trailer e mostra um pouco mais do que o clássico trará para os cinemas este ano
Por Victor Vasques
O que falarsobre Toy Story? Acredito que enquanto não saia o terceiro filme só podemos dizer que é uma animação para adultos e crianças. Um clássico que abriu as portas para a Pixar e promete nos surpreender ainda mais.
O novo trailer, divulgado esta semana, mostra um pouco mais do que será o novo filme. Contando a chegada de Woody, Buzz e cia. na creche e o seu relacionamento com os novos companheiros. Destaque para o “amor à primeira vista” de Ken e Barbie.
Victor Vasques é ceo e editor chefe do Com limão. Como designer já passou pelos principais portais brasileiros, atuando sempre nas áreas de design digital e branding.
High School Musical consegue tirar boas gargalhadas do espectador livre de preconceitos com atores até então desconhecidos
Por Carlos Proença
High School Musical: O Desafio é o caso clássico daquele filme a ser pré-visto com antipatia. Isso, claro, por ser adaptação da insípida franquia infanto-juvenil – apesar de sucesso impressionante – produzida pela Disney Channel e que lançou um dos “jovens galãs” mais inexpressivos da história do cinema: Zac Efron.
Uma versão nacional, portanto, tem mais cara de caça-níquel do que propriamente um filme. Ainda mais quando sabemos que esta é a terceira empreitada da companhia em solo latino-americano utilizando-se da grife HSM (México e Argentina já foram contempladas com as suas, ambas intituladas High School Musical: El Desafío).
Aqui, mais do mesmo: elenco novato escolhido em programa de televisão, músicas de gosto duvidoso e coreografias estapafúrdias. O musical brasileiro, claro, teve alterações para torná-lo mais palatável, como o protagonista ser jogador de futebol, e não de basquete como no original. Além disso, o samba, o olodum e um deslocado reggaeton ganham vez na trilha sonora. Vale lembrar também que Wanessa Camargo participa do filme, algo que – teoricamente – confirmaria o seu “inevitável sucesso”.
É evidente que a fórmula não é nem um pouco infalível, tanto que em seus primeiros dias de exibição, HSM: O Desafio teve resultado aquém das expectativas. Outras tentativas do mercado cinematográfico nacional no mesmo âmbito já caíram por terra anteriormente – o último caso parecido sendo Um Show de Verão.
Nada surpreende até então. E o normal é que qualquer pessoa que já não tem mais tantas espinhas assim na cara nem pensará em assistir ao filme. Mas quem seguir esse princípio, não sabe o que está perdendo. No primeiro trimestre deste ano, certamente um dos programas mais divertidos a se fazer é comprar um pipocão e se deleitar nessa obra-prima.
O espectador que melhor aproveita o espetáculo HSM é o com senso de humor. A qualidade é primordial para reconhecer os signos do tipo humorístico mais subjugado de todos: o humor involuntário.
As situações no filme são tão amorfas, deslocadas e de uma ingenuidade tão barata, que é impossível não rir do começo ao fim em cada um dos números musicais. O valor da adaptação brasileira – assim como também parece ser pelo que vi da argentina e da mexicana – não está no aspecto afirmativo da sua existência, ou seja, na auto-validação como projeto artístico. A jóia incrustada é justamente todo o estranhamento que a realização de tal obra produz em solo nacional. Neste sentido, toda a qualidade canhestra de música, dança e atores somente potencializa o nosso sentimento de: Puta que pariu, isso é hilário!
“… as partes mais insossas são aquelas com a estrelinha Wanessa Camargo.”
E aqui entra uma questão preponderante para a simpatia ao spin-off: o fato de ser um musical e de ter rostos desconhecidos do grande público possibilita que nossa interação com a tela se manifeste de forma mais plena. Não é de se espantar, portanto, que as partes mais insossas são aquelas com a estrelinha Wanessa Camargo. O espectador do século XXI, criado sobre a ditadura do regime das imagens possui inconsciente tendência a rejeitar todo o lixo cultural produzido e que chega aos meios de comunicação – sobretudo a TV – com estrondoso sucesso. Daí um filme da Xuxa não agradar tanto nesse aspecto.
Assim, HSM: O Desafio é paradoxal em sua própria existência. Mesmo que requentando o sucesso da Disney, a tentativa de emulação através das adaptações óbvias para aceitação em território nacional desperta um senso crítico – no sentido de localizar o tosco – tamanho no espectador que a reação natural não é a raiva nem o desprezo, mas simplesmente a gargalhada. Às avessas, mas obra-prima. Carlos Proença é graduando em cinema na UFF e colaborador de cinema no Com limão.