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A.D. – A promessa de um épico de terror, produzido em animação 3D

Equipe independente promete criar épico de zumbis usando animação em 3D e experiência de filmes como 300 e Terra dos Mortos

Por Victor Vasques

Já fazem alguns anos que não vemos filmes bons sobre zumbis, quando digo isso não me refiro aqueles filmes que traduzem os simpáticos mortos-vivos como um pedaço de picanha se arrastando pelas ruas, muito menos de seres musculosos como os apresentados em “Eu Sou a Lenda”.

Estou falando de zumbis que reúnem o melhor dos dois mundos, rápidos e ao mesmo tempo nojentos como aquela pizza de uma república de estudantes, ponto que todos devemos concordar que estamos orfãos de épicos.

Zombieland veio para saciar um pouco nossa fome… ops! quero dizer, nossa vontade de bons filmes de zumbis, mas não deixa de ser “apenas” uma fantástica comédia. Por outro lado nossa espera deve estar chegando ao fim.

Em breve (e torço muito por isso!) deve ser lançado a animação A.D. Opa! Uma animação para tomar o lugar de épicos de zumbis? Sim! Ela não é uma animação simples, com os mesmos produtores de filmes como 300 e Terra dos Mortos, de George Romero, A.D. promete trazer toda a atmosfera aterrorizante para o campo da animação 3D.

“Lembre-se sempre de apontar na cabeça.” – Haylar Garcia

Ainda sem muitos detalhes sobre a história, ponto em que o escritor Haylar Garcia e o diretor Ben Hibon fazem questão de manter em segredo, o teaser divulgado mostra apenas um casal de personagens – entre eles um cara que parece ser tão durão quanto o Wolverine e tão sádico como o Sr. Tallahassee, de Zombieland – pegando um machado e acabando com alguns zumbis.

De acordo com o produtor Bernie Goldmann, A.D. tem tudo para ser ser um filme de sucesso, pois é um filme como nenhum outro.

Objetivo e animação compartilhada por toda a equipe, que em entrevista para o site Zombie Info demonstrou apostar todas as suas fichas nesta animação de terror. Só nos resta aguardar, e como disse Haylar: Lembre-se sempre de apontar na cabeça.

Victor Vasques é ceo e editor chefe do Com limão. Como designer já passou pelos principais portais brasileiros, atuando sempre nas áreas de design digital e branding.

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Tyson – O lado humano de um dos maiores (e mais polêmicos) pugilistas da história

Filme mostra o lado humano e o lado selvagem do ex-campeão mundial peso-pesado Mike Tyson

Por Victor Vasques

Estréia hoje em São Paulo o filme Tyson e para quem espera um filme à lá 50 Cents pode ficar decepcionado. O filme, que já foi exibido na Mostra Internacional de São Paulo e no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, é um retrato íntimo do pugilista campeão Mike Tyson.

Dirigido pelo diretor independente James Toback, Tyson é um documentário que beira a uma análise psicológica da conturbada história do lutador, dentro e fora dos ringues. Os espectadores poucos acostumados com documentários podem achar o filme lento, resultado da linguagem adotada pelo diretor em colocar Tyson fazendo da câmera o seu divã, porém são recompensados com momentos engraçados, violentos e, até mesmo, emocionantes.

Quando digo emocionante estamos falando de ver o gigante peso-pesado chorando ao contar para as câmeras seu relacionamento com seu mentor Cus D’Amato, ou até mesmo quando ao falar sobre sua família fala que: “já fiz muita coisa de errada, mas o Mike de hoje quer apenas ser avô”.

Confesso que a imagem que tinha do lutador sanguinário se desfez ao ver Tyson transformar o filme em seu confessionário, contando cada detalhe da sua agitada (e sofrida) infância, que de acordo com o próprio, morava no violento bairro do Brooklyn, onde a lei era lutar ou correr, tendo como único suporte uma mãe promíscua com amigas promíscuas.

“Quando Mike Tyson fica nervoso, você não precisa de um juiz, mas sim de um padre.” – Jim Murray

Ainda de acordo com o lutador, passar sua infância em reformatórios era comum e muito bom, pois parecia uma grande colônia de férias, onde podia rever os amigos.

Tyson ainda conta sua relação com Don King, drogas, mulheres e, é claro, o boxe. Um filme imperdível para quem gosta de boxe e quer analisar a psicologia de um lutador.

Victor Vasques é ceo e editor chefe do Com limão. Como designer já passou pelos principais portais brasileiros, atuando sempre nas áreas de design digital e branding.

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Ervas Daninhas (Les Herbes Folles)

Analisamos o novo filme de Alain Resnais, Ervas Daninhas (Les Herbes Folles)

Por Thiago Brito

Se eu pudesse resumir Resnais em uma palavra, eu diria que é um diretor coerente. Emprego esta palavra não com um sentido necessariamente valorativo, apenas gostaria de pontuar que a idéia de cinema do diretor, sempre bastante sofisticada, consegue se manter basicamente a mesma quase que desde seus curtas-metragens.

Seus filmes possuem sempre uma determinada aventura narrativa, onde uma forma é prevista e confirmada no ato da filmagem, nascendo finalmente na montagem. Resnais, um dos consagrados papas da modernidade cinematográfica, possui uma idéia de arte que eu diria nada moderna, a idéia da grande Forma, onde o ato de filmar, perdão pela reiteração, é mais uma comprovação do que necessariamente um espaço de experimentações e buscas.

Les Herbes Folles é mais uma demonstração desta, digamos, maestria. Estamos em um domínio em que tudo é elemento, no sentido de uma peça de tabuleiro. Remanescente da guinada dada na carreira do diretor a partir de Mêlo (1986), aquilo que reconhecemos como artifícios cinematográficos, tais como a iluminação, a interpretação, o movimento geral da mise-en-scène, são postos à claro, diante de nossos olhos, pedindo para que tenhamos uma paciência e aceite o confronto e desconforto.

Para que? Digamos que a missão do diretor é exatamente encontrar o possível sentimento que brote para além destes resíduos de ilusionismo, que sobreviva a seu próprio escancarar. Mêlo serviu como uma prova de que se seria possível, ou não, atingir determinado grau de emoção artística, mesmo com todo os artifícios cênicos postos basicamente à claro. No fim, nos restava a questão de como a experiência artística é realmente atingida, do por que continuamos a sofrer e se arrebatar perante o puro artifício.

Mas, voltemos ao filme em questão. A história geral gira em torno do improvável romance entre Marguerite Muir e Georges Palet. Marguerite tem sua bolsa roubada, e Palet encontra sua carteira ao lado de seu carro, no estacionamento de um shopping. Ao inspecionar a carteira, uma fascinação por Marguerite arrebata Palet, homem que passa por determinada crise existencial.

Imediatamente deseja conhecer Marguerite, certo de que um novo amor se desvenda, talvez um aceno de salvação. Esta, assustada com a insistência de Palet, à princípio se afasta, mas acaba sendo capturada pelo novo amor, que inesperadamente brota e se impõe. Este artifício do acaso, algo que Resnais anda reciclando em seus últimos filmes, acaba por disparar um fluxo de sentimentos e emoções que sobrepõe aos próprios protagonistas.

(o filme) …aparenta ser uma história de amor um tanto banal, mas recebe um novo tratamento

Assim, o que pode aparentar ser uma história de amor um tanto banal, recebe um tratamento que recorrer a rasgos e mistérios. As motivações dos personagens quase sempre permanecem obscuras, e suas reações por vezes beira a irracionalidade. Ao invés de tratar seus movimentos com clareza e pontualidade, Resnais recorrer aos princípios básicos da narrativa moderna, onde um sentimento de incompreensível (no sentido de ter em mãos), de algo que permanece além e misterioso, é posto em obra.

É evidente, o realizador não conduz sua narrativa de uma maneira radical, como se não pudéssemos compreender estas fissuras.

Ao contrário, tudo isto é pontuado para o espectador, que tem no diretor seu grande narrador: não, vocês não irão compreender completamente o que se passa, algumas das ações destes personagens são deliberadamente incompreensíveis, até mesmo inverossímeis, como se brotassem de uma instância interna da qual jamais teremos acesso.

Digo deliberadamente, pois isto advém da escolha narrativa do próprio diretor. Seu trabalho parte de planos detalhes, calmamente indo em direção ao rosto de seus protagonistas. A câmera possui o expediente de encarar a cena com determinada distância, escolhendo o que lhe convém. Daí a coerência completa da seqüência final, a diferença entre o fim da história e o fim do filme. Se é a câmera que desvela e narra, é ela quem escolhe realmente qual será a história e seus protagonistas.

Assim que estes se colocam como basicamente resolvidos, a câmera pode muito bem ir embora, buscar outra história e outros protagonistas, enfim, viajar e atracar aonde quiser.

Embora atinja muito bem seus propósitos, realizando outra obra sofisticada e interessante, penso em como o cinema de Resnais ainda sobrevive como proposta. Na verdade, todo o seu esforço soa um tanto quanto bem, forçado. Tanto sua idéia de forma quanto o paradigma do artifício (bastante forte na década de oitenta) mudaram consideravelmente em nossa era, onde o virtual toma um lugar antes apenas vislumbrado.

E, assim, o filme de Resnais se apresenta meio afastado, meio deslocado, sem realmente conseguir o apelo que acredito que o diretor desejasse. Um show do Deep Purple, a grande velha banda.

Thiago Brito editor de cinema do Com limão no Rio de Janeiro. Graduado em cinema, acredita que será hawksiano até o fim dos tempos.

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IMP Awards – Os melhores cartazes do cinema e da televisão

Internet Movie Poster Awards elege os melhores cartazes do cinema e da televisão em 2009

Por Victor Vasques

Galeria de imagens:

Em sua décima edição o Internet Movie Poster Awards apresentou nesta segunda-feira os melhores cartazes do cinema e da televisão em 2009.

Para quem não conhece o IMP, o site é um grande acervo de cartazes que todos os anos elege os melhores trabalhos da área, transformando-se em um misto de Oscar e Emmy das peças impressas (mas sem todo o glamour).

Como em todos os anos, a edição deste ano trouxe algumas surpresas, entre elas alguns blockbusters perdendo o prêmio para filmes mais “alternativos”. Concordo que isso é normal, afinal acredito que os designers tenham mais liberdade de criação em trabalhos para filmes e seriados deste gênero.

(os filmes) …alternativos ou não, as peças são fantásticas!

No entanto em algumas categorias é indiscutível a superioridade de estúdios como a Disney/Pixar, que criam suas peças dentro da própria produtora. Em resumo vale a pena conferir não apenas os vencedores, mas também cada um dos indicados.

Victor Vasques é ceo e editor chefe do Com limão. Como designer já passou pelos principais portais brasileiros, atuando sempre nas áreas de design digital e branding.

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AVATAR – Um lugar para sonhar… e recomeçar

Avatar – Um dos filmes mais esperados do ano chega aos cinemas

avatar

Por Fábio M. Barreto

Ao longo dos últimos meses, tenho indagado meus entrevistados com duas perguntas interessantes e, embora soem tolas, se mostraram fundamentais na noite de quinta-feira, 17 de dezembro, na sala 6 do Mann’s Chinese, em Hollywood. Por conta dos efeitos da internet, do aumento das bilheterias de cinema e da, cada vez maior, penetração da linguagem visual no modo de se comunicar de nossa sociedade, fiz essas perguntas: “o cinema tomou o lugar da literatura quando se trata de espalhar conceitos e idéias? e “perdemos a capacidade de assistir a um filme pelo que ele é, já que marketing é tudo hoje em dia?”

Em resposta à primeira pergunta, Denzel Washington contou, semana passada, que obstante ao sucesso do cinema, ele continua lendo e acredita que isso não vá mudar, mas são as adaptações que, realmente, espalham a mensagem dos livros. Mas foi um argumento à segunda questão que me intrigou. Conversei com Robert Rodriguez na última segunda-feira, dentro do Troublemaker Studios, e ele definiu a situação de forma curta e perfeita: “entro num cinema e faço de conta que sou uma criança de 12 anos e deixo o filme me surpreender”. Sem querer, havia aplicado o método Robert Rodriguez a AVATAR, projeto dos sonhos de James Cameron, que estréia hoje em todo o mundo. Porém, com um custo alto: isolamento.

Depois de encarar um 2008 sobrecarregado com gargalhadas coringuescas por conta de O Cavaleiro das Trevas, e mesmo assim tendo me maravilhado pelo filme; e de ter sofrido com a frustração extrema de O Exterminador do Futuro – A Salvação; era hora de deixar o marketing de lado e confiar nos diretores.

Por (in)felicidade das circunstâncias, fiquei de fora da divulgação de AVATAR – por sorte, entrevistei Sigourney Weaver por conta de outro projeto – e optei por não me informar sobre o filme. Minha paixão pelo cinema começou por conta de um trailer – O Retorno de Jedi – e não precisei de nenhuma campanha de marketing para transformar a telona no meu paraíso particular. Os deuses da Sétima Arte estavam ao meu lado, mesmo sem eu saber. Aliás, confesso, nutria grande dúvida e insegurança quanto ao resultado do novo trabalho de James Cameron.

Após um começo descontraído, com um dos presentes gritando “finalmente! 20 anos depois!”, travei meu primeiro, e ideal, contato com AVATAR. Belíssimo, levemente vertiginoso – culpa dos irreparáveis óculos 3D customizados produzidos pela Coca-Cola & RealD – e com trilha sonora encantadora. Eis que o planeta Pandora irrompe na tela, com os primeiros elementos de uma história aparentemente básica. Um irmão genial morreu. Seu gêmeo, militar resoluto, toma seu lugar. Jake Sully surge. É o herói. É Sam Worthington. Nosso guia por um novo mundo – de visual arrebatador e de poder emocional ao mesmo tempo sublimar e irresistível.

E é em sua história que reside a grande surpresa de AVATAR. Claro que visualmente é marco tecnológico e, até certo ponto, revolucionário, mas essa discussão se torna redundante a partir do momento que você, caro leitor, se ver diante daquele deslumbre cinematográfico. Uma mescla das duas perguntas mencionadas no início surgiu por volta da segunda hora de projeção. O público se vê diante de uma grande história – e não de uma história grande, importante ressaltar – com irrefutável atualidade e efeitos comportamentais que transcendem sua natureza cinematográfica.

Fosse escrita em formato de romance, a trama de AVATAR seria imediatamente comparada a As Duas Torres, de J.R.R. Tolkien, e, pior, ganharia a conotação de livro para ambientalista ou pagão deslumbrado. É a dura realidade de uma cultura dependente da referência obrigatória, incapaz de se desligar como a criança escondida na mente de Robert Rodriguez, e do ciclo dinâmico de opiniões da internet que não afetam Denzel Washington, mas que, cada vez mais, divulgam seu trabalho.

A saga do povo Na’vi entra imediatamente para o rol de lições de moral brilhantemente aplicadas pela ficção científica, único gênero no qual um ateu convicto pode ser tão efetivo e preciso quanto o mais pio dos religiosos, quando se propõe a ver o mundo sem nossas limitações e pré-conceitos.

James Cameron tomou o lugar uma vez ocupado por J.R.R. Tolkien, na era da literatura, e superou George Lucas de forma gloriosa na era do áudio-visual. Faz isso ao recuperar um argumento latente e urgente seja no trabalho de Tolkien, seja na complexa e longeva A Fundação, de Isaac Asimov: consciência. Por trás de toda a roupagem do militarismo – extremo, mas superficial – e do conflito entre duas raças, mentalidades se digladiam.

Seja o pensamento corporativo, já trabalhado pelo próprio Cameron em Aliens – O Resgate [lembram do personagem de Paul Reiser?], ou a descarada paixão dos cientistas pelas belezas do planeta Pandora, nem mesmo os personagens percebem a verdadeira intenção por trás dessa história.

A floresta de Pandora é a mesma Galáxia Vida, de Asimov, assim como ambas são o mesmo espírito de Fangorn, de Tolkien. Um detalhe meramente visual ou alegórico para alguns, mas indispensável numa história relevante e inesquecível. O desenvolvimento desse conceito acontece de forma gradativa e secundária, mas seu ápice pode provocar emoções incontidas, especialmente quando ligado ao segundo tema principal: segunda chance. Unindo tudo isso, trata-se de uma segunda chance para a consciência. Tudo com grande valor dramático, explicando aí a indicação do filme ao Globo de Ouro de Melhor Drama. AVATAR falha ao empolgar em sua primeira hora de projeção, mas essa nunca foi sua premissa, em termos de roteiro, claro. Visualmente a audácia é imediata.

Comparar James Cameron aos mestres previamente citados é algo arriscado, mas tal mérito surge justamente do arrojo compartilhado por todos eles. Entretanto, diferentemente de Tolkien e Asimov, Cameron será julgado imediatamente pelas bilheterias. Na internet, se espera o “melhor filme de todos os tempos”, no mundo offline, de acordo com a Fox, ainda há insegurança e as indicações ao Globo de Ouro ajudaram a acalmar os ânimos.

De tudo isso, uma certeza: é uma história memorável. Sem isso, toda a mistura de captura de performance, com CGI e as filmagens em 3D não passariam de exercício visual. E AVATAR é muito mais que um quitute apenas para os olhos. E o próprio ensina o espectador a compreender sua função

Os Naa’vi “se vêem” – muito além do sentido sensorial -, respeitam seus irmãos de consciência e aprendem que escutar e compartilhar o mundo a sua volta é tão primordial quanto ouvir a voz de seus ancestrais. O modo como eles mantém a conexão com os animais e sua deidade é poético e belo.

A vocação espiritual de AVATAR é grandiosa e não intrusiva. O pensamento está exposto na tela, aproveita quem quiser… e puder. É realmente uma cornucópia de conteúdos e mensagens, não necessariamente originais, mas apresentadas de forma revitalizada. Com a saturação de histórias e suas inúmeras aplicações no entretenimento moderno, fica cada vez mais clara a tarefa dos grandes contadores de histórias: reavivar temas relevantes e mantê-los atraentes à sociedade.

Estamos diante de um novo mundo, provido com leitores digitais de livros e a cultura do IPod, e resta à mais jovem das artes liderar o caminho em direção à percepção. Enquanto políticos discutem inconclusivamente o destino do planeta, James Cameron nos leva para o futuro – na metade do século 22 – e, sem uma bomba atômica ou ciborgue assassino sequer, alerta, assusta e conscientiza. Uma segunda chance é necessária.

Principalmente para a mente do espectador, incapaz de “ver” e indisposta a reaprender. Mestre Yoda já dizia: “você deve desaprender o que já aprendeu”. James Cameron entendeu o recado, George Lucas se esqueceu, e o cinema se encontra com um de seus gênios. Pandora é o novo planeta dos sonhos.

Um lugar para sonhar… e recomeçar.


Fábio M. Barreto é jornalista e correspondente brasileiro em Los Angeles. Além de trabalhar para as revistas Sci-Fi News, Movie e Atrevida, edita o site SOS Hollywood.

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