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Viva a Revolução – Vire um barbado

Publicidade para a revista Aventuras na História mostra como uma ilustração pode informar sendo uma brincadeira visual

cuba_abril_revista

Essa campanha já é um pouco antiga, mas vale a pena relembra-lá. Lançada para a divulgação da edição especial “Cuba – 50 anos da revolução Comunista“, número 64 da revista Aventuras na História (atualmente no número 72), o cartaz faz uma divertida brincadeira visual mostrando como o leitor “torna-se” um revolucionário no decorrer da leitura.

Um belo exemplo de como usar a linguagem visual para comunicar sem a necessidade de texto. É claro que ela possui um texto de apoio, mas nada mudaria se existisse apenas a ilustração e a capa da revista. Um belo trabalho gráfico!

Atualização: Menos de um minuto após ter colocado este texto no ar, encontrei por acaso um fantástico cartaz do filme “Che”, de Steven Soderbergh. Como estamos falando sobre cartazes, Cuba e guerrilha, não poderia ignorar esta obra de arte. Se alguém souber onde encontro para comprar ou em alta qualidade por favor avise nos comentários.

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The Fawcett Ranch House – uma obra prima da arquitetura

Incrível como todas as vezes em que vou mergulhar no ramo de arquitetura acabo me deparando com uma criação do mestre Frank Lloyd Wright. Figura chave da “arquitetura orgânica”, Wright já apareceu no Com limão no mínimo duas vezes.
Confesso que ainda não conhecia o projeto da The Fawcett Ranch House, afinal Wright faleceu em 59 [...]

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Incrível como todas as vezes em que vou mergulhar no ramo de arquitetura acabo me deparando com uma criação do mestre Frank Lloyd Wright. Figura chave da “arquitetura orgânica”, Wright já apareceu no Com limão no mínimo duas vezes.

Confesso que ainda não conhecia o projeto da The Fawcett Ranch House, afinal Wright faleceu em 59 deixando mais de 500 projetos não construídos, mas ela segue o mesmo conceito das demais.

Sempre valorizando o terreno e o ambiente local da casa, a The Fawcett é uma propriedade com mais de 350 m² e localizada em Los Banos, na Califórnia. Seus amplos jardins e sua imensa piscina integram-se perfeição a arquitetura nada convencional e de linhas retas de Wright (veja a planta na imagem abaixo).

Avaliada em U$2,7 milhões esta obra prima da arquitetura está à venda! Eu juro que se fosse um milionário não compraria apenas pela beleza e localização, mas também por todo o contexto histórico que ela se encaixa. Algum interessado? Podem começar os lances!

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Das Cruzadas às torturas atuais

O que é a verdade senão a versão que é aceita em um determinado momento, pela maioria? A memória é falha. Se os documentos existem, são inexatos ou até falsos; como saber realmente o que acontece? Você já se perguntou alguma vez se aquela estória contada no jornal está sendo 100% acurada? Alguma vez você, [...]

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O que é a verdade senão a versão que é aceita em um determinado momento, pela maioria? A memória é falha. Se os documentos existem, são inexatos ou até falsos; como saber realmente o que acontece? Você já se perguntou alguma vez se aquela estória contada no jornal está sendo 100% acurada? Alguma vez você, ao ler uma notícia, notou que ali não estava a verdade completa? Nem sempre isso ocorre por acaso, mas há momentos em que o que aconteceu foi que as fontes não eram exatas por isso o resultado também não foi.

Se isso pode acontecer com o jornal que você leu hoje, o que dizer de textos escritos há milhares de anos? Como eu disse no início de meus posts a História é escrita pelos vencedores. Assassinos se tornam heróis, criminosos se tornam mártires e pessoas justas se tornam vilões, mas isso tudo depende do lado que você está.

Essa verdade também vale para religiões. As vitoriosas conseguem manter seus livros, tradições, dogmas, vivos enquanto as derrotadas se perdem no esquecimento. No decorrer da História, assim como quaisquer outros grupos dominantes ou dominados, os grupos religiosos lutaram para atingir uma posição de destaque e poder (compartilhado ou não). Dentro do pensamento religioso é possível usar argumentos baseados em preceitos divinos como verdades absolutas e, dessa forma, fornecer fins para justificar os meios. Tenho certeza de que se eu ou qualquer pessoa resolvesse questionar trechos de livros religiosos haveria diversas respostas contrárias indo de ameaças a atos violentos, e assim também era há milhares de anos. Vamos aos exemplos.

É fato, e independente da repercussão que meu comentário pode receber, não existe na História da humanidade religião que mais tenha feito uso da fé para justificar crimes e atrocidades que o cristianismo. Embora os primeiros cristãos tenham sido perseguidos pelos romanos, após se tornarem religião oficial do império (e até nossos dias) os cristãos foram mais cruéis e implacáveis que um milhão de romanos juntos. Entre os maiores crimes cometidos em nome de Jesus vou destacar os mais importantes:

§ As Cruzadas: Durante a primeira Cruzada, com o pretexto de libertar Jerusalém quando as tropas tomaram a cidade dos muçulmanos que se renderam com a promessa de que a população civil seria poupada. Horas após a rendição milhares de civis (judeus e muçulmanos, mulheres e crianças) foram executadas e templos (mesquitas e sinagogas) queimados. Apesar de os motivos das cruzadas não terem sido inteiramente religiosos a igreja prefere que esta seja a sua razão oficial. 70 mil pessoas mortas;

§ A Santa Inquisição: durante a Idade Média, a inquisição foi a resposta mais agressiva a Reforma Luterana. E o que foi a reforma senão uma rebelião contra o grupo dominante? A reação cristã foi tão contundente que não atingiu apenas os reformistas mas toda e qualquer outra forma de demonstração religiosa diferente. E assim foi feito como fogueiras para queimar hereges (homens, mulheres e crianças), torturas, destruição de documentos importantíssimos. Um milhão de pessoas mortas;

§ Companhia das Índias: Ainda como uma forma de contra-reforma a A “catequização” jesuíta foi criada para cristianizar o mundo durante as grandes navegações do Mercantilismo. O número total de mortos é desconhecido, estima-se que sejam de 800.000 a 3.000.00;

§ Segunda Guerra Mundial: representantes da igreja católica e o próprio papa deram apoio ao não ofereceram oposição aos regimes nazista e fascista de Hitler e Mussolini. Nove milhões de mortos, seis milhões de judeus;

Dentro dos casos de crimes cometidos pelo islamismo misturam-se casos típicos envolvendo questões éticas, como Darfur; políticas, como a revolução islâmica do Irã; ou guerras que não serão incluídas. Não serão incluídos na lista de hoje crimes realizados por grupos definidos como terroristas por não ser 100% claras as razões religiosas envolvendo os atos; eles serão incluídos nos crimes envolvendo etnias e razões político-econômicas:

· Amputação de membros de criminosos;

· Condenação à morte por apedrejamento por diversos tipos de crime, como adultério e homossexualismo (os chamados crimes ligados à honra);

· Justificar pela religião que é aceitável submeter (ou aniquilar) outros povos (mesmo islâmicos) considerados não fiéis – usando para tanto pregações pacíficas, violência militar ou expansão demográfica.

Finalmente falaremos pelos crimes cometidos em nome do judaísmo. Assim como no caso do Islã, não incluirei questões étnicas, políticas (Sabra e Shatila), atos terroristas ou guerras:

§ Sacrifícios de animais (abandonados durante a fase da Diáspora);

§ Assassinato de Ikzak Rabin.

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Guerra & Religião – Andando de mãos dadas

Todos sempre concordam com uma coisa quando se fala sobre os conflitos (leia-se guerras) no Oriente Médio: é um grande problema. Este problema é muito mais complexo e antigo do que parece e a solução pode estar longe de ser encontrada. Hoje vou analisar a questão religiosa que esta incrustada nos conflitos entre os países [...]

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Todos sempre concordam com uma coisa quando se fala sobre os conflitos (leia-se guerras) no Oriente Médio: é um grande problema. Este problema é muito mais complexo e antigo do que parece e a solução pode estar longe de ser encontrada. Hoje vou analisar a questão religiosa que esta incrustada nos conflitos entre os países do Oriente Médio, mas não vou me limitar a eles. A religião tem sido usada como pretexto para atrocidades há muito tempo e nenhuma doutrina está isenta de culpa.

Durante a História da humanidade a religião serviu, paradoxalmente, como uma forma de separar os povos e não de uni-los (a origem da palavra vem do Latin religio e relicare que significa unir, religar ou ligar). Leia na íntegra este artigo

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Unidos pela história, separados pela guerra

Abraão contou a Sarah, sua mulher, que ela deveria dar à luz. Como Sarah sabia que não poderia conceber um filho, ofereceu a Abraão sua escrava egípcia Hagar (isso era algo comum na época) para que a tarefa dada a Abraão pudesse ser cumprida. Foi assim que Abraão teve seu primeiro filho aos 86 anos, [...]

historia

Abraão contou a Sarah, sua mulher, que ela deveria dar à luz. Como Sarah sabia que não poderia conceber um filho, ofereceu a Abraão sua escrava egípcia Hagar (isso era algo comum na época) para que a tarefa dada a Abraão pudesse ser cumprida. Foi assim que Abraão teve seu primeiro filho aos 86 anos, segundo a Torah: Ismael.

Ismael quer dizer “aquele a quem D’us escuta”. Devido a conflitos entre Sarah e Hagar, atribuídos provavelmente a ciúmes com relação ao filho, Hagar foge do acampamento de Abraão levando Ismael. Ela retornaria mais tarde com a promessa de D’us de que seu filho seria também o pai de uma nação de muitos. De acordo ainda com a Torah, o judaísmo como religião nasceu com Abraão por ter sido ele o primeiro patriarca, o primeiro que fez sua aliança com D’us, como veremos daqui a pouco, mas os judeus, como povo, viriam apenas com o profeta Moisés. O povo árabe também nasceu neste momento, pois Ismael é considerado, pelos muçulmanos, profeta e ancestral de todos os árabes.

Anos após este incidente, D’us confirmaria a Abraão que este ainda seria pai de um filho de Sarah e ordena que todos os homens de sua casa fossem circuncidados e que, a partir daquele dia, todas as crianças do sexo masculino receberiam este sinal no oitavo dia após seu nascimento. Nesta ocasião os nomes de Abraão e Sarah são trocados (para ter as significações como “pai de muitas nações” e, no caso de Sarah, para por fim a sua esterilidade). Sarah concebe Isaque, que significa algo como rir ou risada, pois foi como Sarah recebeu a notícia de que teria um filho mesmo sendo estéril, dando risadas.

A estória continua… Tanto judeus quanto muçulmanos compartilham as crenças na continuação, compartilham diversos profetas e suas estórias. De Isaque a Zacarias, passando por José, Moisés, David e Salomão. Apesar de haver divergências quanto à participação de Jesus Cristo dentro do contexto da Torah (para os judeus, Jesus não é o messias) não é raro que ele seja considerado um profeta, e é assim também que ele é considerado para os muçulmanos. Então temos, nesse momento nova separação. Diferentemente dos judeus e dos árabe-muçulmanos, os cristão não são considerados ou se consideram um povo.

Isso, é claro, não impediu seu crescimento como religião e que esta também tivesse tantos seguidores quantos as estrelas do céu e os grãos de areia da praia. A crença de que Jesus seria o messias deve-se ao fato de que Elias teria profetizado sua vinda. Para o judaísmo o messias seria o ungido, aquele que iria reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo. Divergências à parte, a crença de que Jesus era o messias fez do cristianismo uma religião importante e, em diversos momentos, criou divergências sérias para com judeus e muçulmanos.

Neste momento temos três diferentes pontos de vista que, entretanto, compartilham de uma origem comum. Nos próximos posts começarei a mostram como as semelhanças foram sendo esquecidas e onde as diferenças passaram da retórica para ações. Em diversos momentos da História as divergêcias entre as três religiões foram usadas como pretexto para atos de violência inimagináveis. As diferênças culturais entre os diversos seguidores dessas religiões também foram, em muitas ocasiões, os estopins de crises e guerras sangrentas onde morerram milhões.

Os motivos passam pela economia e política, além da religião é claro, e tentarei passar por todas elas. Vou também começar a tentar explicar qual a importância da região hoje conhecida como Cisjordânia e de Jerusalém nesse drama histórico.

A História do Oriente-Médio foi escrita com sangue de muitos povos, desde antes da época em que Abraão teria se mudado para lá, e nada disso mudou até hoje. Não é a primeira vez que árabes, judeus, critãos e muçulmanos brigam nesta e por essa terra e, certamente, não será a última pois ela é extremamente importante para todas essas religiões e seus seguidores, como vocês verão em breve. Como disse antes, me limitarei a passar informações sem, no entanto, tecer nenhum julgamento de mérito ou dar uma opinião. Até lá….

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