Posts Tagged ‘Ilustração’

23
jun
Atenas Virtual – O Fenômeno dos fóruns, com direito à bebida e música

imaginations

Na sexta-série eu odiava ler e não era pela falta de capacidade de me adaptar. Conheço poucos adolescentes de 12 anos que têm desejo por literatura, como “Angústia”. Incansáveis, por anos os professores variaram os para-didáticos, de “O Dinossauro que fazia Au-au” para “Vidas Secas”. Seria heresia de minha parte dizer que Graciliano Ramos é um saco – embora seja um saco – mas convenhamos que sem uma estruturação, uma criança não vai ter vontade de sair do XBox para Grande Sertão Veredas, O Tempo e O Vento, entre outras obras e autores. Então, numa mágica professora da sexta-série, dona Verinha, virou para todo mundo e disse “Quero que este ano, vocês escolham o que vão ler”. E foi aí que comecei a pegar o gosto pela leitura… e acho que isso tem muito a ver com uma coisa chamada auto-didatismo.

Muitas vezes recebo, seja por e-mail ou ao vivo, pedidos de amigos, colegas, às vezes, desconhecidos, de dicas sobre ilustração, efeitos no Photoshop, anatomia, etc. Eu mesmo, no começo da carreira, sabia tanto do mercado da ilustração quanto da composição química de uma coxinha, e isso só melhorou, quando descobri o auto-didatismo.

O preconceito nessa prática, porém, é grande. Muitos vêem o cara que fala que faz isso como o sujeito fica se gabando como “O AUTODIDATA”, que mais parece um(a) pseudo-intelectual com falta de mulher (homem) , ou pelo contrário, odeia a prática por ter resultados, eventualmente mais lentos. Mas em minha humilde experiência, posso seguramente afirmar que tanto o autodidatismo, quanto eventuais cursos, quando bem escolhidos, são excelentes para qualquer artista, seja ele iniciante ou não, e mais ainda, um não vive sem o outro.

Fazer um curso é uma forma de ser orientado, e o auto-didatismo é a prática, às vezes de coisas que você enxerga, lê ou aprende com outras pessoas, tutoriais ou vídeos, de uma forma mais indireta . Isso, ao meu ver.

E no meio disso tudo, descobri os Fóruns de Arte Digital.

A vantagem: Conversar com outros artistas, diferente do senso comum, não é conhecer um concorrente.  Em fóruns, não só descobri bons artistas, mas bons amigos, bons professores, novos nichos e até oportunidades excelentes de trabalho. Bons professores, não falo só de gente para criticar o trabalho, mas transformar um desenho simples, algo que fiz com todo carinho, mas não saiu legal, em uma super peça de portfolio, por meio de orientação, dicas e macetes que você não consegue fazer em um curso e nem lendo um livro.

Aquele “tapinha” que você dá, quando produz algo, mediante experiência. E acho que sobretudo, os fóruns fornecem essa abertura. Vira e mexe, você conhece todo tipo de gente. Fiz amigos do México, do Paquistão, e de tudo o que é canto, que são excelentes fontes de conhecimento.

Além disso, você baixa tutoriais feitos por profissionais de alta qualidade, assiste a aulas e, em fóruns grandes, como o da CG Society, você participa de concursos – que muitas vezes, rendem empregos muitíssimo desejáveis – e até ganha ao pedir indicação de livros e sites para gente que realmente manja do assunto.

E como tudo tende a crescer, um dos fóruns mais famosos, o já citado Concept Art.Org, liderado pela Massive Black, resolveu levar isso a um novo patamar, organizando verdadeiros festivais, sendo o último de nome Imaginations, em março de 2009, onde pessoas do mundo inteiro vão para assistir palestras, curtir a festa e a fazer uma “jam” de desenho, tomar uns drinks, dançar música eletrônica, assistir a performances, desfiles de moda – cacilda – tudo no mesmo lugar.

Em telões espalhados, você vê trabalhos sendo produzidos ao vivo por artistas, como Andrew Jones, Whit Brachna, James Kei, entre muitos outros. Estranho para uns, genial para outros, a prática criou até mesmo uma cultura entre os artistas, chegando a patamares como estilos de moda.

O Concept Art.Org é muito conhecido por inovar e não me estranha essa difusão. Em um mundo onde as informações são difundidas em tempo real, não é difícil pensar que é possível que a arte ganhe uma difusão tão interessante e tão potente e, ainda, tão peculiar, como esta.

Aqui no Brasil, o que já criou raízes fortes é o 3D 4 All, totalmente em português, que traz Podcasts, entrevistas, tutorias, e muito mais. Quem sabe o pessoal não se anima e logo vemos uma balada tão excêntrica? Se rolar, eu já estou separando a grana do convite ;)

22
jun
Portfolio – Chow Hon Lam

Chow_Hon_Lam_2

O portfolio de hoje chega direto da agitada cidade de Kuala Lumpur, na Malásia. Os trabalhos lúdicos e bem humorados do ilustrador Chow Hon Lam são exercícios ótimos para mentes rápidas e para quem gosta de mensagens visuais complexas. Vale a pena conferir!

Chow_Hon_Lam

10
jun
Little Wheel – O divertido mundo dos robôs

little_wheel

Preparado para deixar o ócio digital no feriado bem mais divertido? Se você é fã de robôs e games curtos em flash precisa conhecer Little Wheel. Produzido pela eslovaca One Click Dog, o game conta a história de uma cidade de robôs que, devido a um pequeno acidente, acaba ficando 10.000 anos adormecida.

Você deve estar se perguntando o que Little Wheel tem de tão diferente dos outros games, considerando que ele é simples e rápido. O game da Click Dog possui a melhor direção de arte que já vi em jogos deste gênero! Trabalho que resultou em um incrível jogo de sombras ao melhor estilo noir, fazendo com que algumas vezes pareça um game feito em 3D (de tão bem feita a animação).

Em resumo, um game curto e fácil, mas bonito de se ver! (sem contar no divertido jazz como trilha sonora) Vale a pena “perder” 5 minutos do dia. Boa diversão!

Atendendo aos pedidos de alguns leitores, deixamos o acesso ao game fora da nossa home. Para jogar basta clicar na imagem que ilustra o texto.

1
jun
We love icons – ícones gratuitos

http://www.designcomlimao.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/icones_gratuitos.jpg

Seja para deixar o desktop mais bonito, ou para melhorar a comunicação visual daquele site complexo, ter uma galeria de ícones como carta coringa é sempre um trunfo para designers.

Muitas vezes aqueles preciosos minutos perdidos recortando uma simples imagem poderiam ser resolvidos se houvessem à disposição uma galeria de arquivos em .png (tecla SAP para os que não entenderam: o Portable Network Graphics, ou apenas, PNG é um formato de dados utilizado para imagens que suporta canal alfa, ou seja, possui fundo transparente tranquilamente.)

Agora se você é designer ou trabalha com imagens e uma galeria destas seria uma ótima solução, fica a dica do We Love Icons. Este fantástico site com mais de 170 famílias de ícones, entre eles mais de cem disponíveis em .png são de grande ajuda e, o melhor!, estão para downl. Vale a pena conferir e guardar para eventuais layouts rápidos.

28
mai
Portfolio – Mikaël Aguirre

donald

Em ritmo de E3, trago para o Com limão o portfolio do francês Mikaël Aguirre. Estudante de cinema e ilustrador “por hobby”, Aguirre possui trabalhos fantásticos com pintura digital, porém o grande destaque é uma série de releituras de games (muito deles da década de 90).

Recriando cena de jogos consagrados, Aguirre coloca personagens como Sonic, Mario, Mickey e outros em painéis que são verdadeiras obras primas para os fãs gamemaníacos.

Sempre usando o Photoshop como base e como linguagem visual alguns efeitos que lembram muito pinturas em aquarela, o portfolio de Aguirre no deviantart é uma ótima dica para quem está buscando referências que usam este estilo visual.

mario

street_fighter

14
mai
Três vezes Toy Story

toy_story

Talvez eu esteja atrasada com as informações, mas se você é fã de animação e não sabe das novidades sobre Toy Story sugiro que pegue a bombinha de ar ou o saco de pão para poder respirar.

Depois de dez anos esperando, nós teremos o Toy Story 3. E em 3-D!

A animação da parceria entre a Walt Disney Pictures e a Pixar será dirigida por Lee Unkrich (co-diretor de Toy Story 2 e Procurando Nemo), e tem seu lançamento previsto para 18 de junho de 2010.

Para “comemorar” a volta das aventuras de Woody, Buzz Lightyear, Jessie, Sr. Cabeça de Batata, Rex, Slinky, Porquinho e afins, para alegria de todos os fãs de Toy Story, os dois primeiros filmes voltarão ao cinema (Toy Story em outubro de 2009, e Toy Story 2 em fevereiro de 2010) também em 3-D.

Com certeza, é o que muitos esperam há um bom tempo. Agora se você não quer esperar até 2010 para ver algumas novidades, basta dar uma pequena olhada no portfolio do ilustrador/designer canadense Shane Zalvin e conferir alguns desenhos feitos (mas não aprovados) para o novo filme da Disney. E que venha Toy Story 3!

toy_story_3

14
mai
Gnomon School: Roubando cuecas para obter lucro

gnomon1

Desde que resolvi ser ilustrador, uma coisa ficou bem clara pra mim… Em um e-mail que recebi de um brasileiro que trabalhava com 3D no exterior, no qual ele falava sobre o mercado e suas possibilidades, entre todas as dicas e referências, o que não saiu de minha memória foi o seguinte: Se você realmente quer viver de arte, trabalhar com arte, sobreviver e ter uma boa vida com arte, você tem que estudar como se fosse para tornar-se um médico.

Como todos sabem, médicos estudam tanto quanto respiram, e na arte, não é menor o trabalho. Há um universo gigantesco, pra não dizer infindável de conhecimentos, regras, técnicas e objetivos dentro do âmbito artístico, que como todo mercado é cruel e só lhe permite ficar, se você for muito dedicado. E esse espírito cria profissionais excelentes e dispostos a ensinar, como Ryan Church, concept artist do Rancho Skywalker, mencionado semana passada por este que vos escreve, e por sua vez, traz cursos e faculdades de arte de calibre altíssimo pelo mundo afora. Escolas como a Gnomon School Of Visual Effects, da qual vou falar agora, tentando me conter ao máximo para não transformar este artigo em um carnaval de empolgação digna de uma groupie adolescente desmiolada.

PELO SANTO MILHO DA PAMONHA DE PIRACICABA, a Gnomon não só é uma das melhores, como talvez seja a última palavra em Escolas de Efeitos Visuais existentes no mundo. Já de cara, vemos no site, nomes como Ratatouille, Star Trek, O Curioso Caso de Benjamin Button, Spiderman, entre outros consagrados pela virtuosidade em texturização – render – modelagem, animação, concepção, entre outros. E isso se dá, porque por trás de todas essas obras, estão profissionais de ponta, por sua vez, convidados a passar seus milionários conhecimentos aos privilegiados estudantes.

Os cursos principais variam de específicos, de duração pequena – 1 a 10 semanas   – a cursos de 4 anos. Seja para quem já trabalha há muito com isso ou um iniciante, a variedade permite virtualmente a qualquer estudante, aprender, tanto quem não pode sair do Brasil – em cursos online como  o de animação e texturização de pêlos, cabelos e tecidos – ou para quem quer se aventurar e tem a oportunidade de morar fora. É o tipo de graduação que traz muitos frutos, se você for um bom estudante, o que não é difícil, ao conhecer os professores, realmente. Somente a presença já anima um aficcionado. É como ter aula de mecânica com engenheiros top de linha da Ferrari, qualidade comprovada nos demoreels e fotos dos trabalhos dos estudantes. As salas de aula são equipadas com caixas de som espalhadas e computadores de ponta, postos em mesas redondas, para uma visualização mais democrática, por assim dizer, do conteúdo.

A variedade de cursos é infinita. Você pode sair de lá como um Designer de Entretenimento, um Desenvolvedor de Jogos, um Técnico de Efeitos Especiais. Os limites vão além do praxe, porque fora os cursos convencionais, há uma opção na qual o próprio estudante decide o que fazer, montando a própria grade de aprendizado, tornand0-se, assim, um profissional específico para aquilo que realmente deseja, refletindo a característica principal da escola. O incentivo. A sensação que se tem quando acessamos o site é de que eles querem não tê-lo como um aluno pagante, oferecendo mundos e fundos, mas incentivá-lo a conseguir o que você deseja… e aparentemente pensando nisso, pra facilitar a vida dos menos afortunados, há um programa de ajuda financeira, na qual a escola e o governo da Califórnia, após uma entrevista envolvendo seu ca$h, podem oferecer ajuda em sua formação, seguindo acordos pré-estabelecidos.

gnomonsoldier

Fora os cursos e a cara de escola, a Gnomon oferece um programa de Workshop para profissionalização específica dos mais variados artistas. Os alunos interessados em expandir o conhecimento podem participar de workshops fora da grade curricular, de forma a tornarem-se mais bizarramente habilidosos. Quem quiser, ainda depois de navegar o site, testar o conhecimento da escola, ou valer-se de conhecimento salvando uma graninha, vale dar uma passada no Gnomon Workshop, onde vai achar DVDs e mais DVDs com tutoriais grátis geniais, e com a graça divina do Deus da Arte Digital – eu devia montar um concurso para dar um nome pra ele…

Aos empreendedores: Se houver empresas que queiram investir, existe, também, um Programa de Treinamento, no qual a investidora leva o funcionário para lá, para ser preparado, num programa específico que atenda à demanda do contratante. ATENÇÃO: Isso serve para empresas interessadas em investir dentro do estado da Califórnia.

Quanto aos estudantes internacionais – você mesmo, que está lendo e mora no Brasil -, há uma forma específica de matrícula, mas para todos os fins, se você não tiver ajuda financeira, e estiver disposto a gastar belas bagatelas dignas de um chute nos balagandãs, prepare-se, porque os preços são altos e variáveis. Qualquer um que queira estudar lá, tem que garantir à escola que não vai passar calote. Isso é feito com a ajuda de um fiador – parente seu, ou não – que vai comprovar ter o dinheiro necessário para pagar o curso na íntegra – no mínimo um ano de mensalidade, para os cursos de longa duração. Não é de se surpreender com rigidez, sendo uma escola consagrada, apesar de dificultar bastante a vida de quem quer, por exemplo, trabalhar pra arcar com o custo dos estudos.

De qualquer forma, pra quem se interessou e quer saber mais sobre preços, grades, etc, ao se cadastrar, pode baixar o catálogo. É só se cadastrar, e você recebe em pdf. Vale a pena ao menos para a prospecção. Vai que você recebe uma herança de um parente distante ou arranja um emprego que pague… Nunca é ruim saber de suas possibilidades…

gnomon_sala

11
mai
As celebridades de David O’Keefe

beatles_david_okeefe

David O’Keefe pode ser o pesadelo das celebridades, mas tanto nas esculturas, quanto nas pinturas exageradas, o caricaturista manda muito bem. Vale a pena corferir seu trabalho.

7
mai
Entre o Blaster e o Phaser: O portfolio de Ryan Church

star_wars_02

Parece que no mundo cético de hoje, há uma tendência às pessoas acreditarem que tudo é uma questão de circunstância, e a explicação do acaso se abstrai ao destino… Semana passada, estava eu procurando pela presente pauta, sem saber realmente o que escrever. Não sou um cara fechado, gosto de falar do que me vem à telha, mas seguindo o que meu professor na faculdade dizia, você tem que agradar o público, ou seja, vossas senhorias.

Estava conversando com o Victor sobre o que escreveria esta semana, já que Wolverine está no auge das badalações. Pensei em lembrar de Star Wars, já que tivemos o Star Wars Day, mas não foi uma coisa tão explodida a ponto de todos ficarem um mês dizendo o quanto foi legal, o que me desanimou. Aí, com sua paciência de sempre, o ilustre editor-chefe menciona Star Trek. Eu particularmente gosto de Jornada nas Estrelas, mas estou esperando pouco do filme, já que pelos trailers, ele aparenta ter mais cara de filme de ação, ao invés do já conhecido parêntese envolvendo psicologia e filosofia, o que também me desanimou, para a frustração de todos. Assim, eu, em meus devaneios de hora de almoço, resolvi garimpar mais coisas de internet pra falar, e resolvi voltar às origens, parando no site de um Concept Artist, chamado Ryan Church… E foi aí que eu resolvi dar o braço a torcer às ironias do destino.

Primeiro. Vocês sabem quem é esta ilustre pessoa? Ryan Church não é ninguém menos que um dos cabeças do departamento de arte no Rancho Skywalker. Em seu extenso currículo, passou por filmes como Star Wars – duuh –, Guerra dos Mundos, Transformers, e mais recentemente, adivinhem… Star Trek!

Um cara centrado, Church leva a o trabalho de ajudar a explicar uma história por meio de suas ambientações a um novo nível. Com trabalhos caracterizados mais especificamente em cenografia e veículos, seu currículo ficou extenso, aparecendo em muitos filmes e jogos famosos, como Battle For MiddleEarth II, onde em cada fase – no início e no fim –, suas pinturas aparecem com as narrativas da história, logo depois transformando-se animações 3D, dando uma linguagem única ao jogo, que merece aplausos para sua época, pela cuidadosa produção.

star_wars_03

Church é simples, mas talentoso. Diz ele, em uma curta biografia em seu site, que sua paixão começou cedo, porque ele adorava dinossauros. O pai dele, observando o filho aos 5, 6 anos desenhando-os por toda parte, resolveu ensiná-lo a fazê-los de forma mais coerente para que pudesse criar seus próprios livrinhos.  Anos depois, ao fim de seu colegial, foi estudar na UCLA dizendo visar algo seguro para sua vida em termos de formação, mas à noite, estudava um curso de arte no Art Center College of Design.

A mencionada influência do pai é visível em seu trabalho. Seu foco foi sempre manter ao máximo a visão e a verossimidade afiadas, e por isso se especializou, não só no âmbito da ilustração, mas tentou absorver ao máximo o desenho industrial e a perspectiva, para que assim, pudesse mesclar o técnico ao artístico em veículos e ambientações. Seu interesse por Design de Entretenimento o garantiu, ao fim da faculdade, um emprego na Walt Disney Imagineering. O verdadeiro ápice, porém, chegou quando foi contratado pela Industrial Light + Magic de George Lucas. Trabalhando como supervisor do departamento de Arte, Church ficou famoso entre os concept artists no mundo inteiro, até hoje sendo procurado e citado em muitos trabalhos grandes, como os descritos acima. Em 2003, juntou-se a Alex Alvarez da Gnomon School of Visual Effects – uma escola, da qual eu vou dedicar um post inteiro pra falar – para criar DVDs explicativos, onde ele ensina não a forma de usar programas, mas seus critérios e técnicas no dia-a-dia.

Particularmente, Church é um favorito meu, por esse mesmo motivo, no qual a visão de um artista mesclada à sua técnica e dedicação são muito mais importantes do que possuir um programa avançado ou um computador de ponta. E quem é fã de Star Wars vai poder conferir não só o que estou dizendo em primeira mão, mas o de muitos outros talentosos artistas de seu time, nos livros “The Art Of Star Wars II: The Attack Of The Clones”  e “The Art Of Star Wars III: The Revenge Of The Sith”, disponíveis em megastores e superlivrarias pelo país. Quem preferir, também pode visitar seu portfolio online.

Ryan Church é uma excelente referência, sempre, para modeladores e ilustradores, e um perfeito ponto de partida para quem gosta de ilustração e quer seguir carreira.

Ah sim… ele vende DVDs com aulas e Prints de suas obras em seu site, então se algum de vocês baba como eu nos trabalhos desse cara, aproveitem.

star_wars_01

5
mai
Portfolio – Alessandro Barbucci

alessandro_barbucci_2

Quem conhece apenas os traços suaves e femininos da série Witch, aqui no Brasil com o sub-título “As bruxinhas”, não sabe como o ilustrador Alessandro Barbucci pode tratar temas sensuais e violentos.

O italiano que começou trabalhando na Disney e mantem seus traços suaves até hoje, possui trabalhos (que na minha opinião) são muito mais complexos e experimentais que a série Witch.

Um dos exemplos é série Sky Doll, que em parceria com Barbara Canepa, a colorista de Witch, e distribuído pela Marvel, mostra uma história adulta que mescla temas como ficção científica e religião.

Além da série publicada na França, Barbucci possui um portfolio de dar inveja para alguns ilustradores. Vale destacar os rascunhos presentes em seu blog, que mostram o processo de criação dos projetos.

the_witch

alessandro_barbucci


BlogBlogs.Com.Br