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Músico brasileiro Vinicius Calderoni lança série de clipes para o álbum “Tranchã”
Por Dani Noronha
Lançado em 2007, o disco “Tranchã” – primeiro do cantor e compositor brasileiro Vinicius Calderoni – ainda rende bons frutos para todos aqueles que gostam de arte.
Aproveitando o perfeito casamento entre música e cinema, Calderoni lançou no fim do mês o projeto “Os 12 Clipes de Tranchã” e, como o nome já diz, é um clipe para cada uma das doze músicas do álbum. A melhor parte é que cada videoclipe tem o olhar de um diretor diferente.
Os videoclipes serão lançados semanalmente pela internet e o projeto será encerrado com um show multimídia em São Paulo. O primeiro, da música “Nenhum Suingue”, estreou no último dia 22 de fevereiro e tem direção do próprio músico, que é formado em cinema.
Dentre os diretores está Esmir Filho (“Os Famosos e os Duendes da Morte”) que mostra seu olhar para a música “Crédulo” e será lançado no próximo dia 19. Já Rafael Gomes, Daniel Tonacci e Daniela Saba são outros diretores que participaram do projeto.
Os shows acontecem em dois finais de semana (19, 20 e 21 / 26, 27 e 28) na Sala Crisantempo (Rua Fidalga, 521 – Vila Madalena). Será uma apresentação interativa que irá unir à performance ao vivo de Vincius e sua banda, imagens dos clipes, além de algumas feitas em tempo real que serão manipuladas por VJs.
Dani Noronha é jornalista e editora das áreas de cultura, cinema e música do Com limão.
High School Musical consegue tirar boas gargalhadas do espectador livre de preconceitos com atores até então desconhecidos
Por Carlos Proença
High School Musical: O Desafio é o caso clássico daquele filme a ser pré-visto com antipatia. Isso, claro, por ser adaptação da insípida franquia infanto-juvenil – apesar de sucesso impressionante – produzida pela Disney Channel e que lançou um dos “jovens galãs” mais inexpressivos da história do cinema: Zac Efron.
Uma versão nacional, portanto, tem mais cara de caça-níquel do que propriamente um filme. Ainda mais quando sabemos que esta é a terceira empreitada da companhia em solo latino-americano utilizando-se da grife HSM (México e Argentina já foram contempladas com as suas, ambas intituladas High School Musical: El Desafío).
Aqui, mais do mesmo: elenco novato escolhido em programa de televisão, músicas de gosto duvidoso e coreografias estapafúrdias. O musical brasileiro, claro, teve alterações para torná-lo mais palatável, como o protagonista ser jogador de futebol, e não de basquete como no original. Além disso, o samba, o olodum e um deslocado reggaeton ganham vez na trilha sonora. Vale lembrar também que Wanessa Camargo participa do filme, algo que – teoricamente – confirmaria o seu “inevitável sucesso”.
É evidente que a fórmula não é nem um pouco infalível, tanto que em seus primeiros dias de exibição, HSM: O Desafio teve resultado aquém das expectativas. Outras tentativas do mercado cinematográfico nacional no mesmo âmbito já caíram por terra anteriormente – o último caso parecido sendo Um Show de Verão.
Nada surpreende até então. E o normal é que qualquer pessoa que já não tem mais tantas espinhas assim na cara nem pensará em assistir ao filme. Mas quem seguir esse princípio, não sabe o que está perdendo. No primeiro trimestre deste ano, certamente um dos programas mais divertidos a se fazer é comprar um pipocão e se deleitar nessa obra-prima.
O espectador que melhor aproveita o espetáculo HSM é o com senso de humor. A qualidade é primordial para reconhecer os signos do tipo humorístico mais subjugado de todos: o humor involuntário.
As situações no filme são tão amorfas, deslocadas e de uma ingenuidade tão barata, que é impossível não rir do começo ao fim em cada um dos números musicais. O valor da adaptação brasileira – assim como também parece ser pelo que vi da argentina e da mexicana – não está no aspecto afirmativo da sua existência, ou seja, na auto-validação como projeto artístico. A jóia incrustada é justamente todo o estranhamento que a realização de tal obra produz em solo nacional. Neste sentido, toda a qualidade canhestra de música, dança e atores somente potencializa o nosso sentimento de: Puta que pariu, isso é hilário!
“… as partes mais insossas são aquelas com a estrelinha Wanessa Camargo.”
E aqui entra uma questão preponderante para a simpatia ao spin-off: o fato de ser um musical e de ter rostos desconhecidos do grande público possibilita que nossa interação com a tela se manifeste de forma mais plena. Não é de se espantar, portanto, que as partes mais insossas são aquelas com a estrelinha Wanessa Camargo. O espectador do século XXI, criado sobre a ditadura do regime das imagens possui inconsciente tendência a rejeitar todo o lixo cultural produzido e que chega aos meios de comunicação – sobretudo a TV – com estrondoso sucesso. Daí um filme da Xuxa não agradar tanto nesse aspecto.
Assim, HSM: O Desafio é paradoxal em sua própria existência. Mesmo que requentando o sucesso da Disney, a tentativa de emulação através das adaptações óbvias para aceitação em território nacional desperta um senso crítico – no sentido de localizar o tosco – tamanho no espectador que a reação natural não é a raiva nem o desprezo, mas simplesmente a gargalhada. Às avessas, mas obra-prima. Carlos Proença é graduando em cinema na UFF e colaborador de cinema no Com limão.
Musical inspirado no filme 8 1/2 de Federico Fellini decepciona pela falta de ousadia e o italiano macarrônico
Por Thiago Brito
Em Nine, enquanto enfrenta a crise dos 40 anos, o cineasta Guido Contini luta para ter harmonia em sua vida pessoal e profissional, às voltas com sua esposa, sua amante, sua musa, sua figurinista e confidente, uma jornalista, uma prostituta e sua mãe.
Um dos maiores problemas de comentar Nine é exatamente o meu problema em redigir esta crítica: a sombra de 8 e meio. Ficaria feliz em não ter que chamar atenção para o filme de origem, mas a refilmagem de Rob Marshall, a partir de uma peça da Broadway de 1984, quase me obriga a isto. Se a princípio o filme pode aparentar ser uma homenagem a Federico Fellini, logo vamos percebendo que se trata de uma diluição.
Ok, volta e meia fala-se de diluição ou mesmo de cópia. Termos cabeludos, esquisitos e complicados, eu sei. Então, para facilitar meu trabalho, digo que a diluição ou mesmo a cópia é quando determinado esforço artístico mira apenas o efeito sem a devida construção. Ou melhor, se determinado plano foi criado para atingir determinado objetivo, a cópia seria apenas a repetição do pronto acabado, se furtando todo o trabalho da elaboração e construção.
Deste modo, embora possa passar batida algumas vezes, existe uma certa tendência à saturação, já que é uma repetição que não sabe se recriar, regenerar e vir com cara e força novas, tornando-se um verdadeiro chute no saco. Trocando em miúdos, eis o problema de Marshall.
Enquanto o filme de Fellini pregava uma plena realização do diretor como força motriz da realização artística, não poupando escrúpulos para o que acreditava ser sincero, a mola que sustenta o filme de Marshall é a da prerrogativa do espetáculo.
“antes de tudo um filme que não consegue se condicionar.”
Como o diretor, preocupando-se mais nos efeitos que determinado plano pode alcançar, não se preocupa em desenvolver minimamente sua cadência narrativa, ou mesmo os meandros e conseqüências psicológicas que sua história contém, não condiciona o público a participar do próprio evento, esperando que todos os movimentos desordenados dentro do quadro sejam o suficientes para acalmá-lo.
Ao invés de revestir e ir dispondo com sensibilidade seus elementos, a narrativa corre como se desejasse desesperadamente seguir as indicações do roteiro. E quando eu digo roteiro eu estou me referindo ao filme de Fellini. Parece que Marshall foi filmando olhando numa tvzinha o que acontecia depois no filme, se preocupando em mais ou menos dar cabo de todas as cenas, sem olhar bem para o filme que estava diante de si, que estava desenvolvendo. E, infelizmente, toda a noção de glamour do filme é um tanto off, qualquer ser humano já viu coisas mais bem feitas em séries.
Mas tem coisas muito piores que isso. Primeira coisa que vou ressaltar, pois é uma questão séria pra mim: se você vai por uma cambada de americano como se fosse italianos, para que?! Para que colocar todos eles falando com sotaque macarrônico? Nunca entendi isso.
Se eles já não são italianos, que falem inglês normal, oras! Italiano é uma coisa, inglês macarrônico é outro, ponto. Além disso, o próprio pudor e conservadorismo do filme é um tiro no pé claro. Uma das grandes forças de Fellini era sua figura um tanto transgressora e crítica a moral e costumes clássicos italianos, utilizando-se da vulgaridade com certa propriedade. Mas Nine, ao contrário, se provou o oposto disto, apostando em cenas caretas. E, verdade seja dita, é possivelmente o musical com os piores números musicais da história.
No entanto, a solução final do filme caiu bem. Lá está Guido, sentado em sua cadeira de diretor, tendo atrás de si toda a sua história e diante de si o filme que quer filmar. Aí a grande diferença: Oito e Meio era o filme de Guido, o final apenas reitera o próprio título – ao não saber o que criar, Guido criou, sua vida faz parte e é, em última instância, seu filme. Mas o Guido de Rob Marshall, não.
Não consegue criar em turbilhão, perde-se nele. Precisa de calma, precisa saber objetivamente o filme que quer fazer. E o filme que assistimos não é o filme que ele fez. É apenas o registro de seu fracasso. Thiago Brito editor de cinema do Com limão no Rio de Janeiro. Graduado em cinema, acredita que será hawksiano até o fim dos tempos.
Entrevistamos o produtor e DJ Maestro Billy e mostramos que a música tem tudo a ver com internet
A pergunta pode parecer estranha, mas música e internet combinam? Foi com este tema que o nosso apresentador Thiago Brizola bateu um papo com o produtor e DJ Maestro Billy, além de mostrar como a música influência no entretenimento dos campuseiros.
Microsoft une programadores, artistas e músicos para mostrar que é possível criar diferentes experiências artísticas com o novo Office 2010
Por Victor Vasques
Qual seria o resultado mais inusitado ao misturar designers, programadores, músicos, arte, tecnologia e o Office 2010? As possibilidades são quase infinitas, mas imagine capturar e equalizar os sons de uma banda de Ska feita a partir do Microsoft Excel ou então mixar graffitis no Microsoft PowerPoint.
Foi isso que aconteceu nesta série de vídeos, onde mostra que os produtos da Microsoft não serve apenas para apresentações e planilhas do nosso dia-a-dia.
A convite da Microsoft, três programadores testaram o pacote Office 2010 e com muita criatividade, levaram ao pé da letra o slogan “Suas idéias ganham vida” e transformaram a tecnologia do novo Excel em um estúdio musical.
Já no segundo vídeo os programadores, um motion designer e um dj mostraram que é possível criar uma experiência artística diferente quando se mistura música, slides e graffiti.
Para completar a ação, a Microsoft disponibilizou para download a versão beta das ferramentas e as macros (para Excel e PowerPoint) utilizadas na produção dos vídeos, mostrando que isso é possível até mesmo no computador de casa. Victor Vasques é ceo e editor chefe do Com limão. Como designer já passou pelos principais portais brasileiros, atuando sempre nas áreas de design digital e branding.