Posts Tagged ‘Publicidade’

25
jun
Michael Jackson… Mito Contemporâneo

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Desde que me conheço por gente, eu tenho aversão à palavra ídolo, porque remete sempre a uma entidade superior, capaz de fazer algo que você não é capaz, nem se tentar com muito afinco, e geralmente, atribuída a um ser humano… Porém, num esforço para me contradizer, em alguns casos, abro certas exceções… Will Eisner, Freddie Mercury, e agora, Michael Jackson.

Michael Jackson para mim não era só rei do pop, era um exemplo do prodígio que foi Mozart para a música contemporânea.

Um músico, cantor, compositor, ator, publicitário, escritor, produtor, diretor, dançarino, instrumentista e empresário, escondido, nos últimos anos na sombra de escândalos de pedofilia, excentricidade e operações plásticas. Sempre que estudei música na minha vida, usei esse homem como referência, pela proficiência em tirar verdadeiras obras de arte, de ruídos incomuns. Se alguém for no youtube, agora, ver o que o molequinho de 11 anos fazia com o gogózinho, vai cair pra trás. Michael era um prodígio desde que nasceu para o estrelato até este triste dia.

De fato, triste não simplesmente por sua morte, mas pelas pessoas que não tiveram a mesma oportunidade, de crescer ouvindo seus trabalhos, em sua época de ouro, com clipes polêmicos, que quebravam as barreiras dos efeitos especiais Hollywoodianos. De esperar o domingo pra assistir a seus clipes no Fantástico, e ver gravações dos shows dele, arquitetados por ilusionistas famosos. Grandes parcerias, com os melhores músicos do mundo. Slash, Madonna, Van Hallen, Paul McCartney, entre outros.

Em uma curta biografia, Michael Joseph Jackson, nascido em 29 de agosto de 1958, natural de Gary, Indiana, começou sua carreira em 1969, aos 11 anos, no grupo Jacksons 5, composto dele e mais quatro irmãos, no qual demonstrou habilidade e carisma assustadores. 10 anos depois, trabalhou em seu primeiro álbum, Off The Wall, um sucesso só vencido mais tarde, pelo álbum Thriller, em 1982. Produzido por Quincy Jones, este foi não só o álbum de maior sucesso de Michael, como também o que garantiu seu nome na história da música, sendo um dos mais vendidos, levando 8 Grammys. Mas a melhor história não é essa.

Em 1983,  a gravadora Motown fez uma festa de comemoração de 25 anos, munida de um público repleto de celebridades, levado ao ar pela TV americana, em rede nacional. Após várias apresentações de inúmeros artistas negros, eis que entra Michael, sozinho para cantar uma das músicas de seu novo álbum, Billie Jean. Em um dado momento, ele para de cantar, vai a um canto do palco e volta dando um estranho passo de costas, levando a platéia à loucura. Desde então, caros trovadores de plantão, Michael Jackson é o sinônimo da expressão “Rei do Pop”.

Entre outras coisas, Michael é o primeiro cantor afro-americano a aparecer constantemente na MTV, e mais do que isso, é considerado o responsável por fazer os videoclipes serem formas de marketing para músicos e bandas. Doou milhões de dólares à instituições de caridade, em sua Dangerous World Tour.

Cinco de seus álbuns ganharam a alcunha de os mais vendidos mundialmente de todos os tempos, sendo eles Off the Wall (1979), Thriller(1982), Bad(1987), Dangerous (1991) e History: Past, Present and Future – Book I (1995)

E agora, nos deixa, boas tardes de música nas listas de mp3 da vida, animando meus dias de trabalho… E sai de cena, andando de costas, fazendo a ilusão do Moonwalk… Michael, sentiremos sua falta…

24
jun
Publicidade infantil – Proibir ou Liberar?

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Na semana passada a publicidade infantil esteve em destaque, quando no dia 18 foi discutida por audiência pública em Brasília. A audiência debateu o projeto de lei nº 5921, do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB – PR), que propõe a proibição de propaganda voltada às crianças. Um dos principais alvos dos opositores desse tipo de publicidade é aquele direcionado à venda de bebidas e alimentos. Com isso mais uma vez a publicidade entre em pauta na capital federal.

Nessa situação o problema central a ser resolvido é até onde comerciais que induzem ao consumo de produtos infantis podem ser prejudiciais ao desenvolvimento de uma criança. Quando um “pimpolho” está na frente de uma TV, é claro que existe um fascínio tremendo quando trenzinhos apitam, rios de chocolates correm por bosques coloridos e bonequinhos engraçadinhos conversam com o “portento” (uma criança fofa e esperta).

Aí é só esperar para que o pequeno chegue perto do produto que viu em um mundo mágico para abrir o berreiro dizendo que se não comprar será a criança mais infeliz do mundo e que depois dos 25 anos não poderá mais ter filhos pelo trauma. É assim que órgãos defensores, psicólogos e superprotetores devem enxergar o mundo. Então cabe aos anunciantes educar a população mirim quanto ao tipo de alimentação que será consumida? Alguém concorda comigo que quem detém o poder de comprar ainda são os adultos?

Não nego o fato de que a publicidade fala diretamente com o povo e qualquer um está sujeito as suas idéias, mas acredito que nesse caso, o que mais vale é o bom senso de quem quer vender seu produto dosado com a educação dedicada pelos pais sob a supervisão do CONAR.

Não acho que devemos gritar na cabecinha em desenvolvimento de ninguém insinuando que só aquele produto que é bom. Mas minha infância passou pelo Bocão, da Royal, pelos comerciais do chiclete Ping Pong, pelas maravilhosas vilas de chocolate do Toddynho e por muito “Compre Baton” em minha mente. Hoje sou grandinha,feliz e muito obrigada.

Eu tive o privilégio de fazer minhas próprias escolhas. Ninguém me privou e me colocou em uma bolha de vidro e assim pude aprender o que é certo e o que é errado muito bem. Principalmente pude entender que nem tudo o que queremos podemos ter e a vida muitas vezes é feita de privações. Acredito que vale muito mais a pena educar os pais a manterem uma vida saudável para seus filhos do que obrigar os anunciantes a se calarem.

A publicidade deve se atentar a qualquer efeito que possa causar em crianças ou em qualquer outro nicho da população sim. Mas será que, por exemplo, quando balas, pirulitos e biscoitos pararem de serem vistos por esse público a obesidade infantil vai diminuir? Espero que se o projeto for aprovado isso realmente aconteça, para pelo menos justificar esses esforços. E que a Coca-Cola não venda mais para adultos com abelhinhas voando, porque as crianças podem se encontrar facilmente encantadas nessa felicidade aberta a todos.

22
jun
Opera Labs – Reconhecimento facial para navegar na internet

Opera

Pode parecer loucura de ficção científica, mas ao que tudo indica a nova tendência para as tecnologias do nosso cotidiano será a implantação do reconhecimento facial.

A nova onda de aparelhos que usam a tecnologia é um salto tecnológico ou grande piada?

Um exemplo de resposta para a pergunta acima foi a discussão levantada em torno do projeto “Natal”, da Microsoft, apresentado na última E3 e sobre a sua veracidade (para quem não acompanhou a E3, o projeto seria a possível evolução do Xbox 360, com direito a reconhecimento facial e outras novidades. Quem não viu, vale a pena conferir o vídeo).

Não sei se o projeto funcionaria, até porque para usá-lo seria necessário uma área maior do que para um Wii, sem contar que temos que nos acostumar em chegar em casa e ver uma pessoa pulando na sala como um kanguru.

Vergonha de pular na sala? Eu achava que já tinha visto de tudo com o Natal, mas o “Opera Face Gestures” promete novidades (e boas risadas).

Criado pela equipe de desenvolvimento Opera (a mesma do navegador) o sistema de reconhecimento facial para o novo Opera nada mais é que uma brincadeira para gerar comentários em torno da versão 10 do navegador, porém seria uma ótima idéia de tecnologia a ser usada por deficientes com dificuldade de locomoção. Claro que precisaria ser aprimorada um pouco para que a pessoa não ficasse fazendo gestos como “assoprar o computador para dar zoom out”.

16
jun
Ter um urso hollywoodiano como ator principal – Não tem preço

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A American Humane Association, associação norte-americana de defesa dos animais, atesta que o urso usado nesta filmagem foi bem tratado.

É claro que foi! Afinal o protagonista do segundo filme da Mastercard em 2009 veio direto de Hollywood. O urso de 2,20 metros de altura e 363 quilos, que participou das filmagens do novo comercial em Salt Lake City e representa o sogro de um garoto que faz de tudo para conquistar a confiança dele, possui um grande currículo em filmes de Hollywood, logo não teria como ser mal tratado.

Mas ursos e sogros de lado, detalhe interessante é que a história do vídeo foi baseada em um relato enviado para o site da Mastercard pelo internauta Dirceu Júnior, de São Paulo, e serviu como uma fantástica e criativa continuação para a campanha “Não tem preço” que a MasterCard vem adotando há alguns anos. Vale a pena conferir e dar boas risadas com mais esse episódio da série que não tem preço.

28
mai
Vivo – Campanha gera leilão beneficente com designers

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Vocês lembram da campanha “Filho”, criada pela agência África para a operadora de telefonia móvel Vivo e que nós comentamos no último dia 21 de Maio? Para quem não chegou a ler o artigo,  eu indico uma leitura rápida, pois cheguei a comentar que a qualidade da publicidade estava tão alta que fazia tempo que não via algo parecido.

Dando continuidade com maestria a campanha, a Vivo criou um leilão das cadeiras que, usando como base a do filme, foi customizada em 10 versões feitas por artistas renomados, entre eles a galera do Art Pimp (ótimos ilustradores e cartunistas).

A idéia não é legal apenas porque cada cadeira representa uma instituição e o dinheiro arrecadado será revertido para ela, mas porque a ação usa uma ferramenta (já muito conhecida) porém inusitada. Já vimos ações digitais que integram ferramentas como Flickr, Twitter, MSN, mas a “bola da vez” é o Mercado Livre.

Isso mesmo! Afinal se o leilão é virtual porque não usar um dos maiores sites de leilão na internet? Ótima idéia e uma saída criativa para resolver o que poderia ser a grande dificuldade da ação.

Aos interessados as peças ficarão expostas no Mercado Livre até o dia 7 de junho e entre as instituições temos algumas como GRAACC e S.O.S Mata Atlântica. A minha preferida é a do cartunista Caco Galhardo (juro que se tivesse condições compraria!) e a sua?

21
mai
Viajante com Limão – Diário de um Publicitário

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Gustavo brinca de acordar às 7:30 de manhã, porque descobriu um livro interessante chamado Artist’s Way, que pede pra ele escrever 3 páginas ininterruptas afim de desbloquear o ego e deixar a mente mais livre para um dia criativo. Tem funcionado!

Depois de terminar tal livro ele se dirige para a universidade fora de Londres, levando 1 hora pra chegar nela, pegando um trem extra fora do valor do Oyster que custa 5,50 (com retorno), o que contribuiu, e muito, para sua falência mental e psicológica. Conversa com alguns amiguinhos, sendo 75% account handlers (atendimento), 22% planners (planejamento) e restante creative (morning all!).

Nada mais justo já que este dia em especial marca exatamente a semana que sucedeu os Work Placements, no qual os estudantes estão liberados por 1 mês para buscar estágios em agências. Todos conseguiram, mesmo o meu tendo sido mais um job de branding e development de pequenas marcas. Tá valendo! Tem gente que brincou na tribalDDB com conta da Philips, outros brincaram na Inferno, Chameleon, Weapon7, Cake, Kindred, WCRS, DCH e por aí vai. Todos bem contentes e feliz.

Com o começo da aula e todo ensejo de como foi o seu work placement e etc, sentamos com a orientadora criativa que nos auxiliou nas campanhas construídas para o concurso. Naquele instante eu tinha desenvolvido com meu parceiro uma campanha para o Socialist Party, um viral no YouTUBE e também uma campanha integrada para a Grazia. Bons elogios, direto para a pasta e mostrar para a dois lugares especiais e totalmente diferentes: K+K Outlet e AMVBBDO.

Gustavo, que neste momento vira Gus (Gás na pronuncia daqui) da uma olhada nas notícias do D&AD, ADC, LonelyHearts Club , CreviewBlog, Scamp,VitalSignsBlogging,IbelieveinAdv e muitos outros e descobre que mais 2 amigos seus voltaram para o Brasil por falta de capital das agências por manterem os mesmos por aqui. Vale lembrar que a crise foi um fato não muito feliz na minha vida que limitou meu acesso a um estágio, mesmo não remunerado. Pior para a mim que nem passaporte europeu tenho e dificultou ainda mais meu processo, mas vamos que vamos.

Passamos pela tradicional primeiro. Chegamos em um dos pequenos escritórios de uma dupla jovem de criação mas muito conceituada. Já tínhamos conhecido os mesmos que nos auxiliaram em uma campanha para um chocolate chamado Maltesers por aqui. Eles, totalmente tradicionais, nos recomendaram mais posters, pelo menos 3 execuções diferentes e mantiveram um padrão de tradicionalismo. Não muito surpreso eu, logo noto. Bons conselhos, voltem quando as coisas no mundo melhorarem e a pasta ganhar ainda mais requinte, pois tínhamos começado bem. Felizes.

Logo depois fomos pra K+K, uma das sedes que tem como base em Amsterdam. Conversamos com um diretor de criação que atuou na W+K daqui de Londres e que gostou muito de nossa pasta, mas pediu mais individualismo de cada parte e trabalhos mais independentes. Afinal claro que cada agência pede uma coisa diferente, seja um croissant pegando fogo vendendo o valor francês de cada dia ou mesmo um anúncio para Volkswagen tentando relembrar o tio Bbach (Bernbach). Cabe a mim (óbvio!) optar pelo conselho e seguir. Claro que não contente, ainda tento os dois.

Chego em casa depoi de uma glamourosa pint de comemoração (comemoração com pint é correto. Vale lembrar que se você atravessar a rua com sucesso, comemore com uma pint. Lema da vida). E decidimos seguir com mais campanhas novas, cortar caridade porque todos falam que é fácil e ficar de queixo erguido mesmo ouvindo que a crise limitou a entrada de jovens criativos, sejam eles quem forem. Garanto que no fim desse bate papo, infelizmente mais um conhecido meu voltou para o Brasil. E vale tudo! Até cheers com toque de idéia.

21
mai
Filho – Novo filme da Vivo reúne crise, rede social e tecnologias

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Reunir conceitos para transmitir uma mensagem em um curto tempo ou espaço. Esse é o grande desafio de quem trabalha com comunicação, seja produzindo um vídeo, um cartaz ou um site.

Foi com uma maestria fantástica que a equipe da agência África conseguiu cumprir este desafio, lançando a nova campanha para a operadora de telefonia Vivo.

Com vídeo, intitulado “Filho“, a agência conseguiu transmitir diversas idéias e conceitos em um curto período de 1 minuto. Como? Um pai recém desempregado (uma nítida referência a atual crise mundial, que gerou inúmeros desempregados) que tem como hobby marcenaria.

Visto a dificuldade do pai, o filho tira uma fotografia (Detalhe: com o seu celular. Neste ponto temos as “novas” tecnologias, afinal ele não poderia ter tirado com uma câmera fotográfica?) e distribui para uma rede de amigos a seguinte mensagem: “Meu pai fabrica cadeiras” com uma imagem da cadeira.

O uso desta rede virtual, que reúne amigos e conhecidos, acaba levando a mensagem para, ao que tudo indica ser, a dona de uma loja de mobiliários ao melhor estilo “Tok Stok”, que gosta do trabalho e encomenda um grande volume para o pai.

Essa “brincadeira” de apenas 1 minuto consegue reunir vários acontecimento da nossa atualidade sem desvincular com o conceito da campanha que fecha com a assinatura “Conexão como nenhuma outra” (um trocadilho que brinca com a questão de conexão humana e a conexão de internet). Fantástico!

21
mai
Workstation Z – Lançamento com pinta de show

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Música alta, luzes percorrendo o auditório e pessoas com roupas esquisitas. Essa poderia ser a descrição de mais um show, porém foi neste ritmo que a HP apresentou na última terça a nova linha HP workstation Z BMW.

Seguindo ao pé da letra o lema “I’ve got the power” os principais executivos da empresa, Claudio Raupp – vice presidente – e Jeff Wood – diretor global de marketing -  subiram no palco para mostrar aos  350 convidados os novos modelos projetados em parceria com a BMW.

A linha, que conta com aparelhos robustos que chegam a ter 192 GB de memória RAM, Terabytes de HD, até 4 GB na placa de vídeo e resfriamento com água, tem como um dos grandes destaque o design. Devido a fantástica parceria entre a HP e a BMW, o design do produto não ficou apenas no visual externo e interferiu, de maneira majestosa, a organização do interior. Saindo de cena o emaranhado de fios e entrando a organização alemã, separando a parte interna dos computadores por áreas específicas.

Para quem acompanhou a cobertura ao vivo no nosso twitter, viu que comentei sobre o momento em que Jeff Wood, diretor de marketing da empresa, abriu uma das máquinas sem mexer em um parafuso. Mostrando que o design alemão funciona tanto na parte estética, com as suas linhas retas, quanto na sua ergonomia.

Claro que não foi apenas a apresentação dos produtos HP que chamaram a atenção durante esta festa toda. As fantásticas palestras trouxeram tanto conteúdo para designers, publicitários e criativos em geral que merecem um artigo para cada uma (este é um dos motivos pelo qual dividirei o evento em uma série de 3 textos, começando por este).

Entre os palestrantes, tivemos o diretor de uma empresa de investimentos mostrando o dia a dia de um operador da bolsa de valores, Alessandro Bueno – gerente de produto da Microsoft, Marcel Saraiva – gerente de desenvolvimento de mercado da Intel e, é claro, as duas estrelas da tarde: José Dias – Diretor de P&D da Rede Globo e Katherine Swanborg – Executiva de tecnologia da Dreamworks (sim, a mesma produtora de filmes como Shrek e Madagascar). Aguardem pois volto em breve com a continuação do evento.

20
mai
Engenharia de Produção – O que isso tem a ver com a comunicação?

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Quando passamos pelos corredores dos supermercados, não imaginamos quanto mistério há neles. Qual a diferença entre uma embalagem e outra ou porque deixar um produto mais evidente do que outro? A gente pode se perguntar quem é o responsável por isso tudo e, na maioria das vezes, nem imagina que um engenheiro é o grande articulador.

Sim, um engenheiro de produção. Essa profissão tem crescido bastante no mercado e pode estar muito próxima do nosso tão conhecido marketing. Quem opta por esse caminho engenhoso pode tornar-se um marketeiro de tabela e trazer benefícios tanto para os cliente, quanto para os empresários. Mas eu consigo enxergar algumas pequenas diferenças entre essas profissões. Sabemos que o marketing do século XXI precisa estabelecer estratégias que produzam fidelidade, já que a concorrência é cada vez mais acirrada.

Em grande parte dos casos, apesar do lucro estar envolvido no processo, o que vejo de mais relevante nas estratégias é a satisfação do cliente. Por isso, penso que no marketing o cliente vem primeiro do que o lucro, que se torna apenas consequência dos trabalhos promovidos. E na engenharia de produção, o que realmente acontece? Vamos ver algumas possibilidades de atividades em questionamento:

1 – Será que quando a embalagem de condicionadores de cabelo sofreram uma pequena mudança, onde a abertura de saída do produto se transferiu da parte superior para a parte inferior, foi pensada por um profissional do marketing para que o cliente pudesse ter mais utilização do produto ou por um engenheiro de produção para que o mesmo fosse um pouquinho mais desperdiçado? O condicionador é pastoso e demorava mais para sair do potinho se o armazenamento fosse feito com o bico para cima. E ele para baixo? O condicionador sai com mais facilidade pela força da gravidade ou ele é mais desperdiçado quando tentamos fechar com a tampinha em um movimento de baixo para cima? Muito confuso!

2 – Será que quando a embalagem da pasta de dente passou de um tipo de alumínio para plástico era para facilitar e não machucar nossas mãozinhas, ou apenas para que aquela famosa dobrinha até o bico, aproveitando a última gota de pasta,não acontecesse mais. Assim acaba mais rápido, certo? Precisamos comprar outra pastinha com mais frequência hoje em dia, né? E o biquinho que foi alargado? “Quem teria pensado nisso?”, eis a questão.

3 – Quando você entra em um supermercado e até chegar ao açougue precisa passar pelas maravilhosas opções de televisões de última geração, chinelos maneiríssimos e outros artigos até então desnecessários naquele momento, pensa quem seria o autor dessa faceta?

São algumas questões curiosas e que precisamos analisar com mais cuidado para apontar os criadores. Porém, a engenharia de produção pode ser sim uma aliada da comunicação. E isso é fascinante para quem quiser seguí-la, já que aqui somos totalmente a favor de quem quer ser comunicador.

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14
mai
9mm São Paulo – A vida por alguns fios (literalmente)

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Quem passou pelo centro velho de São Paulo na tarde de ontem se deparou com um rapaz, pendurado a 120 metros do chão, andando de bicicleta por um fio. A ação, criada pela SantaClara Nitro para divulgar o lançamento da nova temporada da série 9mm São Paulo, levou um dos irmãos Fratelli, os únicos acrobatas brasileiros a fazerem travessias nas alturas, atravessar o Vale do Anhangabaú e chamou a atenção dos pedestres.

Seguindo o conceito “a vida por um fio”, a ação foi completada por pessoas usando camisetas com o seguinte texto: “O risco que a gente corre nas ruas é maior do que o dele” (fazendo uma alusão ao risco de andar na corda bamba e a violência do nosso cotidiano.

Para quem nunca assistiu, a série 9mm São Paulo conta o cotidiano do departamento de homicídios de São Paulo bem ao estilo CSI misturado com The Shield.

Cheguei a acompanhar de perto o lançamento da série, pois uma das localizações onde acontecem as gravações é a escola técnica Carlos de Campos (onde algum dos integrantes do Com limão já estudaram). Confesso que cheguei a falar “mais um série brasileira…” O velho e péssimo costume de ser preconceituoso com produções brasileiras. Por sorte fui teimoso e assisti aos primeiros capítulos e até hoje acompanho pelo canal Fox.

Antes de finalizar e deixar essa dica de série para vocês, gostaria de ressaltar duas curiosidades sobre a 9mm. A primeira é sobre o prédio da escola que citei acima, que na série é o hospital e a delegacia, ele é tombado patrimônio histórico da cidade e possui uma arquitetura riquíssima, sem contar que é uma ótima dica para quem procura um bom curso técnico em design gráfico e moda.

Já a segunda são os webisodios, que estão no site da série e complementam os episódios da tv, algo bem parecido como o que Lost já fez e tem se tornado frequente nas séries atuais.

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